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Bolsonaro dá calote em plano de saúde e em impostos imobiliários. Nome da esposa vai parar no SPC

Jair Bolsonaro e a esposa Michelle

Bolsonaro não pagou R$ 17,8 mil em impostos sobre transmissão de imóveis

O candidato a presidente Jair Bolsonaro, mesmo ostentando boa condição financeira, que estendeu a diversos parentes, inclusive ex-mulheres, que, quando não eleitos sob a proteção do sobrenome, estão bem empregados em gabinetes parlamentares, parece não de dar bem com o planejamento de seus gastos pessoais.

Sem a ajuda do “Posto Ipiranga”, apelido de Paulo Guedes, seu escolhido para o ministério da fazenda, o capitão deu calote no plano de saúde da esposa, a evangélica Michelle (36), refinanciou a pendência em diversas parcelas (no valor de R$ 1.708,09 mensais), mas voltou a não pagar.

Por conta do deslize, o IBBCA inseriu os contratos nº 4285886000 e nº 1800295670, ambos de 15/07/2018 (referentes a dois pagamentos em atraso), em nome da mulher de Bolsonaro, na constrangedora lista do SPC, local em que, até o presente momento (05h00 do dia 18/10/2018), permanece.

Levando-se em consideração que as parcelas ainda não foram honradas, três meses após a cobrança, novas pendências, do mesmo problema, deverão, em breve, figurar no sistema.

Bolsonaro e Michelle: nepotismo, controvérsias e dívidas fiscais

Silas Malafia celebra casamento de Jair Bolsonaro e a evangélica Michelle

Mesmo negativada nos serviços de proteção ao crédito (situação que, após a exposição, deve ser resolvida nas próximas horas), é pouco provável que Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro entre em conflito com o marido.

O casal se aproximou em 2006, quando Bolsonaro apaixonado, teria jogado tudo para o alto, desde casamento até o discurso religioso.

Por indicação do capitão, Michelle, que ocupava cargo de assessora parlamentar SP-4, com salário (atualizado) de R$ 2,8 mil mensais, passou a SP-8 (com ajuda dos gabinetes de Vanderlei Assis (PP) e Dr. Ubiali (PSB)), ganhando R$ 4,2 mil, além de vencimentos extras para fazer “bico” na liderança do PP, entre junho e setembro de 2007.

Assim que deixou o trabalho no PP, a namorada/esposa de Bolsonaro, no dia 18 de setembro de 2007, recebeu ‘mimo” ainda mais carinhoso: foi empossada no gabinete do Capitão, passando a receber o maior vencimento previsto entre os assessores parlamentares, o SP-25, correspondente, hoje, a R$ 15 mil mensais.

Nove dias após, o casal, que há tempos morava junto, assinou acordo pré-nupcial.

Dois meses depois, no final de 2007, celebraram casamento no cartório.

Michelle permaneceu, desde então, sustentada pelo marido, e pelo dinheiro público da Câmara, durante o período de um ano em dois meses, sendo exonerada, apenas, por que o STF, na súmula vinculada nº 13, obrigou a demissão, que poderia ser enquadrada em crime de nepotismo.

Ainda assim, Bolsonaro relutou em cumprir a lei.

A decisão judicial foi publicada no dia 29 de agosto de 2008, mas Michelle foi exonerada apenas em 03 de novembro.

Pressionados, politicamente, pelas igrejas evangélicas, principalmente por conta do discurso de “Defesa da Família”, Bolsonaro e esposa, em 2013, seis anos após a união oficial, realizaram um casamento religioso, com direito a cobertura da mídia e celebração de Silas Malafaia.

Salvaram-se, todos, do suposto “pecado” original.

No mesmo ano, porém, a Secretaria da Fazenda, em publicação do Diário Oficial do Distrito Federal, convocou Jair Bolsonaro, Michelle e demais membros da família a pagarem outro calote, desta vez em impostos (ITCD), referentes a transmissão de imóveis (por herança ou doação).

A pendência fazia aniversario de cinco anos (2008).

Novamente o candidato a presidente demonstrava, no mínimo, irresponsabilidade com sua contabilidade pessoal, comportamento preocupante para quem pretende, nos próximos quatro anos, gerir problemas bem mais complicados.

A relação abaixo traz o nome do capitão e de seus parentes, com valores venais dos imóveis (em regra, muito abaixo do negociado em mercado) e seus respectivos impostos não pagos, totalizando R$ 17,8 mil:

  • Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro: R$ 30 mil (R$ 1,2 mil);
  • Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro: R$ 60 mil (R$ 2,4 mil);
  • Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro: R$ 30 mil (R$ 1,2 mil);
  • Jair Bolsonaro e Flavio Bolsonaro: R$ 100 mil (R$ 4 mil);
  • Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro: R$ 100 mil (R$ 4 mil);
  • Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro: R$ 100 mil (R$ 4 mil);
  • Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro: R$ 25 mil (R$ 1 mil);

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