Cruzeiro caminha para o título diante de um Corinthians acovardado

Nem mesmo as mais limitadas equipes que o Corinthians teve ao longo de sua história, as que, ainda assim, lutaram por títulos, jogaram futebol tão acovardado quanto o time que limitou-se, no primeiro embate contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, a postar-se diante de sua área, sem sequer chutar uma vez no gol adversário.
Indigno da grandeza alvinegra.
A diferença de quadros era tão visível que pode-se tratar a vitória cruzeirense, por apenas um a zero, gol de Thiago Neves, como resultado positivo para o Timão, que merecia ser goleado.
São poucas as chances do Cruzeiro voltar de São Paulo, semana que vem, sem a Taça e os R$ 50 milhões da premiação do torneio em suas mãos.
Tivesse um treinador mais ousado, a Raposa, que abafou o Corinthians na primeira etapa, mas limitou-se a administrar o jogo na segunda, poderia até enviar um time alternativo para decidir em Itaquera.
A tristeza da atual situação do Corinthians no futebol (o clube está a cinco pontos da zona de rebaixamento do Brasileirão), de elenco e do treinador, simbolizou-se com a entrada, faltando dez minutos para o final, do quarentão Emerson Sheik, sócio do presidente Andres Sanches em casas noturnas, no lugar de Jadson, talvez a única alternativa para, numa bola parada, aliviar os efeitos da mediocridade alvinegra.
Enquanto isso, o espertalhão Andres Sanches, responsável pelo desmonte da equipe do ano anterior, declarou à imprensa que destinará R$ 17,5 milhões da premiação da Copa do Brasil (se o Timão vencê-la) aos jogadores, quando, em verdade, nem mesmo a premiação total (R$ 50 milhões) seria suficiente para quitar os salários atrasados, o que, por consequência, empurraria o pagamento do “novo bicho” para algum mês, talvez, de 2019.
Não acredito, nem vejo indícios, que os atletas façam corpo-mole na final por conta disso, mas, certamente, estão infelizes com a situação.
Ao torcedor do Cruzeiro, vale a pena alertar, que o time é imensamente superior ao Corinthians, mas apenas em comparação ao baixo nível adversário, e que, mesmo em eventual comemoração de título, não se deve fechar os olhos para uma administração que infelicita o clube ao trata-lo como “Balcão de Negócios”.
