Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Para evitar críticas, não faça nada, não diga nada, não seja nada”

Elbert Hubbard – foi um filósofo e escritor norte-americano

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SAFESP vs Sport TV

Arthur Alves Junior, presidente do SAFESP, enviou notificação para a produção do programa “A regra é Clara” expressando descontentamento com as criticas dos ex-árbitros Arnaldo Cesar Coelho, Leonardo Gaciba e Paulo Cesar de Oliveira, ao avaliarem os erros dos árbitros, declarando: que os dirigentes das equipes não expõem os erros dos atletas

Acertar

É a obrigação dos representantes das leis do jogo

Erros 

Tem que ser censurados, goste ou não, o presidente do SAFESP e seus associados

Descontinuem

Este é o melhor proceder dos insatisfeitos, vez que: desde os bancos da escola devem ser elucidados e se regularem para não cometer falhas, vez que, ao fazê-lo, estarão expostos às criticas

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12ª Rodada da Série A1 do Paulistão – 2018

Domingo 11/03

Botafogo x Corinthians

Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza

Assistente 01: Danilo Ricardo Simon Manis

Assistente 02: Daniel Paulo Ziolli

Quarto Árbitro: Cleber Luis Paulino

Item Técnico

Iniciou a contenda e findou sem ser exigido, vez que: os times entraram em campo, o tempo passou; dois gols o Corinthians marcou

Item Disciplinar

Acertou por ter advertido com cartão amarelo, o defensor botafoguense Wal; como também, no momento que tirou o vermelho do bolso para expulsar o também botafoguense Wesley

Quarta Feira 14/03 – Copa Libertadores

Corinthians 2 x 0 Deportivo Lara (VE)

Árbitro: Raúl Orosco

Item Técnico

Deixou de marcar a penalidade máxima a favor da equipe corintiana, no instante que Balbuena, foi impedido de seguir no lance, por ter tido sua camisa explicitamente puxada por um dos oponentes

Item Disciplinar

Correto por ter advertido 03 litigantes com cartão amarelo: Júnior Dutra do Corinthians e Pernía e Andreutti, do Deportivo Lara

Quinta Feira 15/03

Santos 3 X 1 Nacional (URU)

Árbitro: Ulises Mereles (PAR)

Auxiliar 01: Dario Gaona (PAR)

Auxiliar 02: Carlos Cáceres (PAR)

Item Técnico

No todo trabalho aceitável, como destaque:

– O bom trabalho do auxiliar 01 por ter sinalizado na primeira etapa, o impedimento do santista Gabigol, no momento que dominou, mandando-a profundo da rede

– Na segunda etapa, auxiliar 01 voltou a acertar, por ter sinalizado impedimento de um dos defensores do Nacional, findado com a bola no fundo da rede

Item Disciplinar

Cartão amarelo: 04 defensores santistas, 05 do Nacional

Cartão vermelho:

Contando com o amarelo, próximo do termino da primeira etapa, o contumaz descomedido Gabigol, pediu o segundo, seguido do vermelho; vez que: infantilmente, deu um chega pra lá em um dos oponentes

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Política

Honorários sujos, um questionamento

Dinheiro duvidoso, roubado da população, pode ir para o bolso de advogados, numa boa?

Uma nova fase da Lava Jato no Rio de Janeiro, deflagrada recentemente contra mais um aliado do ex-governador Sérgio Cabral, acabou, por vias oblíquas, respingando também no escritório Teixeira, Martins & Advogados, responsável pela defesa do ex-presidente Lula. Essa etapa da investigação, batizada de Operação Jabuti, prendeu o ex-presidente da Fecomércio-RJ Orlando Diniz e desnudou pagamentos milionários de honorários advocatícios pela entidade.

Há a suspeita de que o dinheiro tenha sido desviado do Sesc e do Senac do Rio, órgãos que recebem verbas públicas e também foram presididos por Orlando Diniz, e pago ao escritório mencionado para que ele atuasse politicamente a favor dele no governo federal, contra questionamentos à sua gestão. Segundo informações, foram pagos R$ 68,3 milhões em honorários ao escritório. Uma testemunha, o diretor regional do Sesc-RJ Julio Cesar Gomes, afirmou que Diniz acreditava que o escritório de Roberto Teixeira “conseguiria a cadeira nacional para ele”, em referência à Confederação Nacional do Comércio, e “resolveria seu problema político”.

Uma gerente do Sesc-Senac, Veronica Gomes, disse que Diniz firmou uma “cooperação técnica” da Fecomércio-RJ com os dois órgãos, a partir de 2014, a fim de utilizar as receitas das entidades para arcar com gastos advocatícios “a partir da briga com a Confederação Nacional do Comércio, principalmente para recuperar a presidência do Sesc”.

Procurado pela imprensa, o escritório Teixeira, Martins & Advogados disse prestar serviços jurídicos à Fecomércio-RJ desde 2011 “em caso de alta complexidade”, ressalvando: “O escritório não comenta assuntos relativos aos seus clientes ou honorários advocatícios contratados, que são protegidos por sigilo legal”.

Não prejulgo o escritório de Roberto Teixeira. A investigação, certamente, iluminará a cena. Mas suscita a necessidade de uma reflexão e um questionamento ético a respeito do pagamento de honorários milionários de origem duvidosa, até mesmo criminosa, protegidos por um sigilo inaceitável numa democracia moderna e em rota de colisão com a nova sensibilidade que exige absoluta transparência nos assuntos de interesse público.

Na verdade, alguns advogados são o lado ganhador da Lava Jato. Todavia, se o dinheiro for fruto de corrupção, não poderia acabar no bolso de defensores milionários, a pretexto da proteção do manto do sigilo legal.

Sem prejuízo do inquestionável direito de defesa e da preservação das prerrogativas dos advogados, inerentes à democracia, é preciso abrir uma discussão ética acerca do alcance do sigilo legal. Faço aqui uma analogia com um tema quente da ética jornalística: o direito à privacidade de figuras públicas.

Relembro, amigo leitor, uma análise que fiz sobre o desnudamento midiático da relação amorosa do ex-presidente Lula e Rosemary Nóvoa Noronha, ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo. A infidelidade conjugal do ex-presidente, conhecida nos bastidores das redações, foi escancarada numa edição da Folha de S.Paulo: Poder de assessora vem de relação íntima com Lula, cravou a chamada de primeira página.

A jornalista Suzana Singer, então ombudsman do jornal, fez oportuna análise da matéria. Sem usar a palavra “amante”, a Folha contou que, nas 23 viagens internacionais em que Rosemary acompanhou Lula, a então primeira-dama, Marisa Letícia, nunca estava presente. Segundo a reportagem, havia um esquema especial que permitia o acesso de Rose à suíte presidencial nessas escapadas.

Seria um relacionamento de 19 anos, iniciado quando ela era bancária e ele, candidato derrotado à Presidência da República. “A Folha invadiu a privacidade de Lula? Sim. Era necessário? Sim”. As respostas de Suzana Singer às interrogações éticas, curtas e diretas, foram redondas. Concordei plenamente.

O jornalismo brasileiro, ao contrário da imprensa norte-americana, por exemplo, tende a preservar a intimidade dos homens públicos. As escapulidas dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Figueiredo, conhecidas e comentadas nas rodas jornalísticas, nunca migraram para as manchetes dos jornais. Os episódios, todos, poderiam ser “interessantes” para o público (despertavam curiosidade), mas não eram de interesse público legítimo. Não estava em jogo dinheiro público.

O caso Lula, no entanto, foi bem diferente. De acordo com a Polícia Federal, Rosemary conseguiu, entre outras coisas, colocar em postos estratégicos do governo amigos corruptos que vendiam pareceres jurídicos favoráveis a empresários. Rose, gabando-se de sua relação íntima com Lula, tinha influência no Banco do Brasil. Trabalhou pela escolha do então presidente do banco, Aldemir Bendine, e indicou diretores da instituição. Como foi possível que Rose, uma antiga secretária do PT, acumulasse tanto poder a ponto de influir em setores nevrálgicos do governo? Tudo isso, rigorosamente de interesse social, só ganhou dimensão pública graças ao trabalho da imprensa.

Só isso, e não é pouco, já justificaria a invasão da privacidade do ex-presidente Lula. A defesa do direito à intimidade não pode ser usada para impedir a investigação e revelação pela imprensa de informações de evidente interesse público.

A evolução do alcance do direito à privacidade pode inspirar uma serena discussão sobre os limites do sigilo que protege os honorários dos advogados. Não existem direitos absolutos. A sociedade deve conhecer a origem e os valores que abastecem defesas milionárias. Pensemos numa situação extrema: é razoável que milhões de reais despejados na defesa de narcotraficantes permaneçam protegidos pela capa do sigilo? Dinheiro de origem duvidosa, roubado da população, pode ir para o bolso de advogados, numa boa? E tudo protegido pela força do anonimato.

É um tema polêmico? Sim. Mas como está, não dá. Está na hora de a OAB abrir uma discussão. Com serenidade, mas com seriedade.

Publicado no Estadão do dia 12/03/2018 – Articulista: Carlos Alberto Di Franco – é um advogado e doutor em comunicação pela Universidade de Navarra

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Finalizando

“O dinheiro não modifica o homem, apenas o desmascara.”

Henry Ford – foi um empreendedor estadunidense, fundador da Ford Motor Company

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-17/03/2018

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar pela rádio Rock n’ Gol e pelo YouTube:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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