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Sócios de Ezabella foram denunciados como criminosos no STJ

Em 2003, a FOLHA trouxe a público representação criminal promovida, no STJ, contra o “grupo Scartezzini”, ligados ao desembargador Jorge Scartezzini, que estaria cometendo crimes em benefício de advogados da própria família.

Foram citados como partícipes do esquema, além do magistrado, seu irmão, Cid Flaquer Scartezzini, o sobrinho, Cid Flaquer Scartezzini Filho e a ex-mulher Ana Maria Goffi Flaquer Scartezzini (também ex-desembargadora).

À época, parte dos denunciados eram sócios, desde 2001 (há dois anos) do advogado e candidato a presidente do Corinthians, Felipe Ezabella, no escritório Goffi Scartezzini, situação que se mantém inalterada até dos dias atuais.

O suposto conluio estaria acontecendo no TRF-3, em que os advogados foram acusados de atuar, indistintamente, em ações dirigidas ao chamado “grupo Scartezzini”.

Na peça, o denunciante, o também juíz Rocha Mattos, disse que, até mesmo em plantões judiciais:

“(…) parece haver uma série de coincidências que beneficiam um determinado grupo de advogados, interligados até por laços familiares, alguns dos quais ex-magistrados, quase sempre em causas/processos de grande repercussão, inclusive quanto ao aspecto financeiro”

Mattos afirmou que quando necessário, os advogados conseguiam pedidos de preferência para antecipar e retardar julgamentos, além de conseguirem, por vezes, vistas processuais com mais de um ano.

No processo existe ainda a indicação de que “o TRF-3 é “bastante liberal” no pagamento de diárias a juízes convocados, “substituições capitaneadas por membros do “grupo Scartezzini'”, além de “pródigo” em pagar diárias a juízes que vão à Brasília fazer lobby em processos ou para entrar em listas de promoções ao STJ”.

Para sorte dos acusados, o caso não chegou a ser julgado, sendo, provavelmente, abafado, após outro caso de corrupção, também grave, ter sido imputado ao denunciante.

Por conta, talvez, da influência jurídica dos “Scartezzinis”, não há registro do caso, pelo menos para busca na internet, no site do STJ, e as edições anteriores do Acervo da FOLHA, que citaram o episódio, foram removidas (talvez por liminar), mas atento leitor do Blog do Paulinho encontrou, na versão online do jornal, cópia da matéria, publicada em 23 de março de 2003, que republicamos logo abaixo:

 

 

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