Restaurante do Copacabana Palace também serviu de QG para ORCRIM, que acertou propina da Rede Globo

O delator argentino, Alejandro Buzarco, que em seu primeiro depoimento entregou o restaurante Tomo 1, localizado no segundo andar do Hotel Panamericano, em Buenos Aires, como um dos QGs da Organização criminosa, com o então executivo executivo da Rede Globo, Marcelo Campos Pinto entre seus integrantes.
Ontem, Buzarco revelou novo Quartel General.
Em 2014, o argentino, dono da empresa “Torneos”, que teria sido utilizada por empresas de comunicação, entre as quais a Rede Globo, para pagar propinas a cartolas do esporte mundial, reuniu-se com o vice-presidente da FIFA, também presidente da CONMEBOL, Juan Ángel Napout, no famoso restaurante Cipriani, localizado no suntuoso hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, em meios aos preparativos para a Copa do Mundo.
O cardápio do local, que homenageia, no nome, famoso hotel de Veneza, é composto por uma comida típica do norte da Itália (massa, risoto e carnes), servidos num ambiente clássico, com tons de vermelho e dourado.
Muito luxo, financiado com dinheiro criminoso.
Neste encontro, Buzarco e Napout deram aval a novo pagamento de propina da Rede Globo, tratado na corte, pelo delator, como “subornos”, pelos prolongamento dos contratos das Copas Libertadores e Sul-Americana, após o ano de 2022,.
O acordo foi fechado com o executivo Marcelo Campos Pinto, que somente viria a ser dispensado da emissora brasileira, em 2015, após a explosão mundial dos casos de corrupção no submundo do futebol.


