Corinthians e a cerveja na comemoração do hepta

Ontem, minutos após conquistar, com absoluta justiça, o hepta-campeonato brasileiro, os jogadores do Corinthians foram obrigados, pela diretoria do clube, ainda no gramado, a expor suas imagens, cada qual com um copo na mão, cheio de cerveja com a marca da patrocinadora “Estrella Galícia”.

Alguns atletas aproveitaram para consumir o produto, outros apenas seguiram o protocolo.

Trata-se de grave equívoco, de todas as partes.

Não se trata de puritanismo (este jornalista bebe, socialmente), nem de defender ou criticar o consumo de cervejas nos estádios – que, nos dias atuais, é proibido (liberado apenas nos camarotes), mas da evidente associação que precisa ser evitada entre o esporte e a bebida alcoólica.

A cena, que contou também com a participação de dirigentes, sendo repassada não apenas para quem estava no estádio, mas percorreu mídias sociais e também a tela, certamente com recorde de audiência, da Rede Globo, é ruim para imagem institucional do Corinthians.

Não é a primeira vez que o clube expõe, negativamente, sua imagem, para atender os desejos desta patrocinadora, que tem como representante no Brasil ex-conselheiro alvinegro ligado ao deputado federal Andres Sanches.

Recentemente, o Corinthians mandou uma equipe reserva sub-20 à Espanha, vendendo-a como se fosse a principal, que levou históricos sete a zero do La Coruña, feito que jamais será apagado da história alvinegra.

EM TEMPO: está de parabéns o atacante Jô, único a recusar-se a fazer propaganda de cerveja dentro do gramado:

Jô recusa cerveja (Foto: Reprodução SporTV)

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2 Replies to “Corinthians e a cerveja na comemoração do hepta”

  1. Antes de tudo, vamos destacar que a Estrella Galicia possui duas cervejas à venda no Brasil: uma de rótulo vermelho e outra de rótulo azul, com 0% de álcool. Isso mesmo, uma cerveja sem álcool. E se prestar atenção nos copos, todos possuem o logo azul, e um “0%” embaixo. Acho que tá na hora de acabar com essa história de culpar a cerveja pelas brigas em estádios, as armas pelos assassinatos, as saias curtas pelos estupros, e por aí vai. A culpa é e sempre será das pessoas, do autor do crime. Para resolver o problema de brigas nos estádios a solução é simples: punir os brigões. Mas no país em que existe “lei que pega e lei que não pega”, pedir que ela (a Lei) seja cumprida é pedir demais.

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