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Destruindo riqueza

Da FOLHA

Por HÉLIO SCHWARTSMAN

A economia cresce encontrando soluções, em geral tecnológicas, para reduzir ineficiências e, nesse processo, libera mão de obra.

Um exemplo esclarecedor é o do emprego agrícola nos EUA. Até 1800, a produção de alimentos exigia o trabalho de 95% da população do país. Em 1900, a geração de comida para uma população já bem maior mobilizava 40% da força de trabalho e, hoje, essa proporção mal chega a 3%. Quem abandonou a roça foi para cidades, integrando a força de trabalho da indústria e dos serviços.

Esse processo pode ser cruel para com indivíduos que ficam sem emprego e não conseguem se reciclar, mas é dele que a sociedade extrai sua prosperidade. É o velho fazer mais com menos.

A internet, com sua incrível capacidade de conectar pessoas, abriu novos veios de ineficiências a eliminar. Se você tem um carro e não é chofer de praça nem caixeiro viajante, ele passa a maior parte do dia parado, o que é uma ineficiência. Se você tem um imóvel vago ou mesmo um dormitório que ninguém usa, está sendo improdutivo. O mesmo vale para outros apetrechos que você possa ter, mas são subutilizados.

Aplicativos como Uber, Airbnb e demais tecnologias de compartilhamento, ao ligar de forma instantânea demandantes a ofertantes, permitem à sociedade fazer muito mais com aquilo que já foi produzido (carros, prédios, tempo disponível etc.), que é outro jeito de dizer que ela fica mais rica (não discuto aqui a repartição dessa riqueza).

É claro que isso só dá certo se o poder público não estragar tudo, criando regulações desnecessárias que embaracem os acertos voluntários entre as partes. Lamentavelmente, é isso que o Senado deve fazer ao aprovar as novas regras que burocratizam a oferta de serviços como o Uber, tornando-os indistinguíveis dos táxis. Dá para descrever isso como a destruição de riqueza.

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Uma resposta to “Destruindo riqueza”

  1. Rodrigo Conservador (@rodrigofreytas) Says:

    Percebam que os Deputados do PT-SP que votaram contra os aplicativos de transporte são ligados as empresas de fachada, ex-cooperativas, que lavam o dinheiro do PCC desde 2000 até os dias atuais no transporte público de SP.
    E a união PT-PSDB é provada aqui porque o prefeito João Dória nunca fez nada pra descredenciar estas empresas de ônibus criminosas que operam como permissionárias na periferia de SP. Aliás, ele AMPLIOU este sistema sujo troncal de transportes que impedem o povo de chegar diretamente ao seu destino. Por que querem acabar com os aplicativos de transporte privado? Por que com Uber e afins o cidadão chega DIRETO ao destino a um preço acessivel e deixa de usar o ônibus. Além disso existe um interesse CLARO da esquerda em controlar com precisão o ir e vir da população, como bem avisou há décadas atrás o escritor inglês George Orwell na sua obra “1984”.
    Carlos Zarattini e Jilmar Tatto são ex-secretários de transporte em SP e estão por detrás da destruição dos aplicativos de transporte privado como o Uber.
    Estão a serviço da “Tattolândia” como dizem os integrantes do PCC ao se referir aos esquemas sujos de lavagem de dinheiro no transporte público patrocinado pelo PT e partidos de esquerda
    #NãoAoPLC28

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