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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“A vida é um palco somente para artistas especializados em fingimento”

Davi Roballo – Pensador

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25ª Rodada da Serie A do Brasileirão-2017

Domingo 24/09

São Paulo 1 x 1 Corinthians

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (FIFA-RJ)

Assistente 01: Rodrigo F Henrique Correa (FIFA-RJ)

Assistente 02: Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)

Adicional 01: Rodrigo Nunes de Sa (RJ)

Quarto Árbitro: Diogo Carvalho Silva (RJ)

Adicional 02: Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ)

Inspetor: Sergio Correa da Silva (o todo poderoso da arbitragem na CBF)

Delegado Local: Agnaldo Vieira

Item Técnico

No transcurso da refrega ocorreram 04 lances que chamaram atenção:

1º – Acertou por não ter entrado no vozerio de alguns dos defensores são-paulinos que pediram penalidade máxima no momento da claríssima batida da bola no braço do corintiano Pablo

2º – Errou por não ter marcado o recuo da bola efetuado por Pablo; via TV, observei que:

– antes de tocar na redonda, na maciota, Pablo olhou para ver a posição do goleiro Cassio

3º – Prejudicou a equipe do São Paulo por ter marcado falta inexistente do atacante Pratto no goleiro Cassio, logo após cobrança de escanteio, no lance que terminou com a bola no fundo da rede

4º – Voltou a acertar por não ter caído no barulho dos são-paulinos ao pedirem que marcasse falta do corintiano Rodriguinho no período que tomou a bola de um dos seus oponentes, efetuando o drible, lançando-a, para Clayson marcar o gol que empatou a refrega

Item Disciplinar

04 cartões amarelos para corintianos e 02 para defensores são-paulinos, corretamente aplicados

Repugnante

A atitude tomada por Gabriel, defensor corintiano, por ter executado gestos afrontosos quando da comemoração do gol de sua equipe

Relatório

O nada constar quanto do ato cometido por Gabriel, mesmo não concordando, convenceu-me, que, naquele momento, o árbitro caminhava para o centro do campo

Omissão

Grotesca cometeu o quarto árbitro e demais integrantes da CBF, principalmente, Sérgio Correa da Silva, vez que, estavam de frente, com os olhos bem abertos, no tempo da pachouchada cometida por Gabriel, comprova, que são praticantes do repugnante:

Não vi, não sei e não ouvi

Fluminense 0 x 1 Palmeiras

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-SC)

Assistente 01: Emerson Augusto de Carvalho (FIFA-SP)

Assistente 02: Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA-SP)

Item Técnico

Deixou de marcar a claríssima penalidade máxima do atleta Leo, defensor da equipe carioca, no instante que chutou o palmeirense Dudu

Item Disciplinar

Aplicou 04 cartões amarelos, sendo dois para defensores de cada equipe. No todo, poderia e deveria ter sido mais enérgico para com os atletas do Fluminense

Segunda Feira 25/09

Sport 1 x 1 Vasco da Gama  

Árbitro: Sandro Meira Ricci (FIFA-SC)

Assistente 01: Emerson Augusto de Carvalho (FIFA-SP)

Assistente 02: Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA-SP)

Item Técnico

Sandro Meira Ricci estava próximo e de frente pro lance, por este motivo, viu e bem, que a redonda bateu no braço de um dos defensores da equipe carioca, mesmo assim, inexplicavelmente, apontou a marca da cal

Recuou

Por alguns minutos a contenda não prosseguiu; repentinamente, o assistente Marcelo Carvalho Van Gasse que estava bem distante do fato, chamou o árbitro para dizer que não ocorreu a penalidade

Amoral

O chamar do assistente e posterior recuar do árbitro robusteceu a suspeita sobre a sinistra interferência externa provinda dos subordinados do todo poderoso Sérgio Correa

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Politica retroceder

Não está fácil pra ninguém

Troca de comando de assaltantes do erário desmoraliza democracia

Em 13 de fevereiro último, o presidente Temer anunciou à Nação que afastaria temporariamente ministros denunciados por corrupção na Lava Jato. “Se houver denúncia, que é um conjunto de provas, eventualmente que possam conduzir ao seu acolhimento, o ministro que estiver denunciado será afastado provisoriamente. Logo depois, se acolhida a denúncia, e aí o ministro se transformando em réu, o afastamento é definido”, disse o presidente. E completou: “Se alguém converter-se em réu estará afastado, independentemente do julgamento final”. Até agora não contou por que mantém Moreira Franco e Eliseu Padilha em seus cargos, mesmo tendo sido denunciados.

Três meses e cinco dias depois da promessa, os queixos de mais de 200 milhões de brasileiros literalmente desabaram com a revelação feita pelo colunista Lauro Jardim, do Globo, de que o chefe do governo havia recebido o acusado Joesley Batista para um papo íntimo no porão. Quatro meses e uma semana depois, nenhum dos brasileiros surpreendidos recebeu satisfação alguma, convincente ou não, verossímil ou fantasiosa, para o fato. Temer não explicou por que recebeu um delinquente notório (cuja ficha ele mesmo faria questão de divulgar) na calada da noite, na garagem do próprio público onde mora com a mulher e o filho, para discutir assuntos nada ingênuos, como a compra de silêncio de um presidiário e propinas pagas a insignes servidores públicos do Judiciário.

Do ponto de vista da lógica comum dos fatos, além de não justificar ou se desculpar por nada, o mais poderoso dos chefões da República concentrou suas energias para desqualificar o ex-cúmplice tornado oponente, o que, pela lógica, só complicaria a própria situação. Para isso, agarrou-se a particularidades da ordem constitucional vigente no País, conforme a qual o principal mandatário só pode ser processado por quaisquer delitos que cometa antes e depois de haver exercido o cargo. Então, usou sua habilidade de fazer amigos e exercer influência na Câmara, que decidiu mantê-lo no posto, sendo a maioria dos deputados (portanto, ex-colegas) tão ou mais suspeita do que ele e seus auxiliares próximos. Ele não foi golpista quando se beneficiou do impeachment da antecessora, que encabeçou a chapa pela qual foi eleito. Nem é ilegítimo na função que era dela e ele agora ocupa, embora tenha sido denunciado pelo procurador-geral da República por delitos que não são perdoados a um reles punguista ou a um magnata de obras públicas arranjadas por gorjetas dadas a hierarcas da administração do Estado.

Os que berram “Fora Temer” na plateia do Rock in Rio, nas reuniões de artistas que se consideram deserdados dos tempos da tripa forra com o erário no Ministério da Cultura ou nos churrasquinhos de laje devorados na Mesa do Senado, em sua quase totalidade, são os principais responsáveis por sua presença no cargo do qual o querem desalojar. Eles o sufragaram em troca da vitória nas urnas do cérebro menos dotado de nossa politica em todos os tempos. Os índices de pesquisas de opinião pública que o isolam no inferno da impopularidade quase absoluta em nada alteram sua vida. Nem a nossa.

O Barômetro Político, pesquisa mensal do Instituto Ipsos, calculou o desapreço por sua pessoa (que nunca primou pela simpatia), por sua equipe (que não é um modelo de ética) e por seu governo (valhacouto de medíocres sem credibilidade) em 94%. Isso não indica que os pesquisados estejam dispostos a marchar por seu afastamento. Não devemos nos espantar com isso. A ressaca de 2013 também não impediu o triunfo da chapa de Dilma, da qual ele era o segundo, na eleição no ano imediato. A vitória nas urnas foi comprada, conforme atestam fartas provas queimadas na fogueira de vaidades de ministros do Tribunal Superior Eleitoral, executando o réquiem de sua justiça especial sob a batuta de Gilmar Mendes, ministro da mais suprema, mas não a mais supimpa das Cortes.

Num espasmo de otimismo, impróprio em análise séria da nojeira que é a prática política no Brasil de hoje, muito maior do que a que já era comum em tempos que pareciam mais sombrios, pode-se conjeturar que o povo na rua não derrotou Dilma e Temer na urna. Mas expeliu-a do poder num impeachment que deixou imenso passivo. Se, ainda assim, se aceitar uma conexão qualquer entre as manifestações de 2013 e a deposição de 2016, será para constatar que o pesadelo do maior escândalo de corrupção da História não acabou. Pois apenas foram trocados os mandachuvas. E a desmobilização de hoje é claramente justificável. Ir às ruas pra quê? Pra trocar os dólares na cueca do assessor do deputado José Guimarães por milhões de reais de Geddel Vieira Lima fotografados no apartamento de um laranja? Ora, convenhamos, uma falcatrua oculta de Vaccari e Palocci não justifica anistiar a corrida na porta da pizzaria, piada pronta da metáfora concretizada, mantendo a mochila, mas trocando o portador. Seria contar demais com a proclamada bestialidade do cidadão comum, escorchado, sim, mas não escrachado a esse ponto.

A caradura de Carlos Marun, Beto Mansur e Darcísio Perondi não foi rígida a ponto de livrar o chefinho Cunha e sua deslumbrada consorte de risco de sofrerem incômodos da carceragem do inferno prisional em que as concorrências e a honra dos homens públicos têm idêntico desvalor. Mas mais do que bastam para garantir a permanência de dom Michel no poder. Palmas para eles, pois! Só que até o cinismo no grau praticado por essa escumalha de raposas, que nunca se fartam de fígado gordo de ganso, é insuficiente para evitar as consequências nefastas de sua desfaçatez.

Há quem comemore a queda do recente índice de rejeição do presidente do conselho deliberativo do assalto inicial aos cofres da viúva, Lula da Silva, na citada pesquisa do Instituto Ipsos. Ela seria um feito que demonstraria a imunidade do multirréu perante o cidadão comum. Essa gente carece de umas aulinhas de aritmética. Entre os enxovalhados da pesquisa, o chefão do mensalão e do petrolão é aquinhoado com 59% dos que nunca votariam nele de jeito e maneira. A curva descendente registra também a curva decadente: o número arrefece o ânimo de quem sonha vê-lo de volta ao trono. O consolo que eles podem ter é que o clube dos reis da rejeição tem sócios tão ilustres como o mais visado de todos. O campeão, inalcançável, é dom Michel, o Único, com 94%. Mas há quem chegue perto: caso de Aécio Neves, o príncipe das Gerais, com seus significativos 89%. Mas o sujeito ainda conspira para ser candidato. Não desiste nem correndo o risco de repetir o vexame do dr. Ulysses Guimarães em 1989, na eleição que consagrou o carcará sanguinolento da Alagoas dos marechais, agora de volta á berlinda nà cloaca geral brasileira.

Outros aspirantes ao pódio têm a matemática do segundo turno como adversária fatal. O anestesista Geraldo Alckmin, picolé de chuchu cada vez mais aguado e pretendente confesso, tem 75%. Henrique Meirelles, a esperança branca do chamado mercado, bateu em 66%. Ciro Gomes, salvação da lavoura dos deserdados do lulismo, ostenta 64%. Jair “Boçalnaro”, comemorado nas redes sociais em que batem caixa os nostálgicos da tortura e da corrupção escondidas da ditadura fardada, 63%, Marina da Selva, que só deixa o seringal na boa, não baixa de 60%. Mesmo João Doria, favorito dos coxinhas dos Jardins e adjacências, figura com 58%. Dos citados escapou o juiz aposentado Joaquim Barbosa, com 41%, num empate técnico com a aprovação de 38%. Sergio Moro, juiz em atividade (e que atividade!), já não desperta os suspiros de antanho, embora a desaprovação que o atinge (45%) seja inferior à metade e superior ao aplauso, manifestado em 48%, num caso em que a unanimidade nacional murchou para uma posição de maioria apertada, mas ainda manifestada.

Pois é, minha gente, a vida no Brasil de hoje não está fácil pra ninguém. Motivos para comemorar devem ter os negociantes de drogas da Rocinha, que dão calor à tropa verde-oliva como antes o conseguiu o jovem Solano López. Resta agora convocar argentinos e chilenos para, em nova Tríplice Aliança, expulsar as tropas de Nem e seus asseclas do território nacional ocupado pela indústria do crime explícito e rastaquera.

Publicado no Estadão do dia 25/09/2017 – Criador: José Nêumanne-Jornalista, poeta e escritor

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Finalizando

“A sociedade de hoje respira política, então se o sinônimo de política for corrupção, prefiro morrer”

George Aguiar – Pensador

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-30/09/2017

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar pela rádio Rock n’ Gol e pelo YouTube:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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