Impedimento na reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians

Logo mais à noite, o Conselho Deliberativo do Corinthians dará sequência à votação de destaques que alterarão trechos relevantes do Estatuto vigente.

Parte dos eleitores, porém, está comprometida.

São aqueles que mantêm parentes e amigos empregados no clube — alguns sob alta remuneração —, além de envolvimento, direto ou indireto, com prestadores de serviço, sejam pessoas físicas ou jurídicas.

Uma das mudanças em discussão é exatamente a proibição desse tipo de relação.

Alguns exemplos:

  • Rozallah Santoro: o irmão é advogado do Corinthians e também da Arena de Itaquera;
  • Desembargador Ademir Benedito: o filho trabalha nas categorias de base;
  • Fernando Alba: a irmã é psicóloga do clube;
  • Paulo Garcia: tem irmão agenciando jogadores no profissional e na base;
  • Leonardo Esposito: o parente, Fredy Marcelo, é funcionário do CIFAC;
  • Paulo Rogério Pinheiro Junior (Marcão): o filho mantém contrato como jogador da base até 2028;
  • Marcos Coelho Abdo: o filho tem contrato como jogador da base até 2028;
  • José Onofre de Souza Almeida: a parente Bruna de Almeida trabalha na base;
  • André Momesso Rodrigues: o filho trabalha na base;
  • William Sesso: a filha, Iris Sesso, atua no departamento de futebol feminino;
  • Jorge Nakhoul: intermediário de patrocínio.

Existem outros.

Todo conselheiro que mantém parentes e amigos trabalhando no Corinthians, ou ligados a negócios com a agremiação, deveria, por ética, declarar-se impedido de participar da votação.

É o mínimo de decência.

Resta saber se algum deles terá essa honradez.

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