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Rosenberg tenta repaginar biografia de Andres Sanches no Corinthians

Após ganhar os holofotes ao alinhar-se ao empresário Kia Joorabchian, em golpe que culminou na queda do ex-presidente Alberto Dualib (atolado até o pescoço em problemas no clube), para dar sequência ao projeto de poder, com objetivo de alçar-se à presidência alvinegra, Andres Sanches recorreu a Luis Paulo Rosenberg, exímio contador de mentiras, para que este lhe criasse uma biografia capaz de emocionar multidões.

O êxito foi impressionante.

Sanches, em verdade, tratava-se de um ‘bon-vivant”, afeito a pequenos delitos na região do CEASA (chegou a se trancar num banheiro, para não apanhar, após trapacear em jogo de baralho).

Sua vida “empresarial”, segundo testemunhas, limitava-se a ser “laranja” de parentes.

O início se deu nos anos 90, quando, após receber diversas oportunidades do primo José Sanchez Oller (dono do grupo Sol Embalagens – espécie de golpista profissional), mas não correspondê-las (numa delas, com extrema habilidade, segundo testemunha, teria sido flagrado roubando dinheiro), em vez de punido, acabou por ser alçado, sob boa remuneração, à condição de “preposto”, situação esta que impedia novos desfalques, mas agradava a todas as partes.

Ou seja, Andres Sanches tinha dezenas de empresas registradas em seu nome, quase todas, de “fachada”.

Voltando ao trabalho de Rosenberg, dentro desse contexto, que, evidentemente, era de seu conhecimento e de alguns poucos, mais próximos, como Nesi Curi, André Negão, Jaça e Mané da Carne, acobertadores de diversos golpes de Andres Sanches enquanto monitor das categorias de base alvinegras (comprovamos, anos atrás, o desvio de jogadores do Corinthians ao Palmeirinha de Porto Ferreira, à época, anonimamente, ligado ao parlamentar), iniciou-se a confecção de uma história comovente de superação.

Num passe de mágica, e de mentiras, o então notório golpista transformou-se em empresário de sucesso (amparado na fajutice dos documentos de “araras”), oriundo de uma vida sofrida de feirante (história, em verdade, do pai), discriminado por não possuir estudo e errar palavras da lingua portuguesa.

Para que a lorota desse resultado, faltava, além da confirmação da “Turma do Apelido”, citados acima, de gente que nunca havia convivido com Andres Sanches antes, que buscavam projeção política no Corinthians (a serem cooptados), além dum trabalho de mídia eficiente.

Rosenberg, com a ajuda do advogado Sérgio Alvarenga, que depois viria a se tornar engavetador dos problemas de Andres Sanches no clube, atestou a recém criada biografia ao grupo que liderava, o “Corinthianos Obessivos”, formado por advogados e contadores, que, enganados, a princípio, venderam-no ao restante do Parque São Jorge como uma espécie de “novo Lula” (à época popular), arrastando consigo, por conta da credibilidade de seus diplomas, muitos admiradores.

Na imprensa, o trabalho ficou a cargo no malfeitor notório Oliverio Junior, que pagava jornalistas, alguns famosos, para abafar casos, criar factóides e atacar inimigos que pudessem, de alguma maneira, trazer à luz as verdades.

Entre os quais um bandido, que trocou conhecida rádio de São Paulo pela Fox.

Participaram também, mas como operários, em troca de dinheiro e cargos, torcedores que autointitularam-se “Grupo Fora Dualib”, menos relevantes, porém, no contexto da operação.

Sanches elegeu-se, saiu da pobreza para a riqueza em dez anos (sem receber salários), desviou dinheiro do clube e praticou corrupção com voracidade comparável à de predadores, mas perdeu a máscara ao exagerar, trair amigos e julgar-se intocável, revelando-se, e, modestamente, sendo revelado por este Blog do Paulinho.

Seus crime são notórios a ponto de um jornalista, que tratou-o como “bandido” e “sem vergonha”, ter sido absolvido sumariamente, sem a necessidade de audiências no Tribunal, diante da robustez de elementos que embasam a afirmação.

Acossado pela “Operação Lava-Jato”, apontado como recebedor de propina da Odebrecht para favorecê-la em detrimento dos interesses do Corinthians, indiciado pelo STF por crimes diversos, condenado a ressarcir a Receita Federal, quase procurado pelo FBI, o ex-presidente do Corinthians não tem mais salvação.

Sua biografia, forjada, que chegou a figurar no site oficial do Corinthians terá o mesmo destino histórico do Relatórios de Sustentabilidade assinados pelo contador Raul Corrêa da Silva (também comprometidos após acusação de fraude protocolada no Conselho Deliberativo), ou seja, peças de ficção mal-escritas e relegadas ao ostracismo.

Luis Paulo Rosenberg, apesar de já ter iniciado o trabalho, de recriar nova biografia para o deputado federal, tratada como “repaginação” de Andres Sanches, diante de tantas provas, evidências e testemunhas, diferentemente do êxito de dez anos atrás, poderá, se também não for grampeado pela Justiça Americana, se ver diante de um resultado catastrófico, capaz de eliminar, duma vez por todas, o pouco prestígio que ainda sobrou, alicerçado, fragilmente, em inverdades notórias.

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Uma resposta to “Rosenberg tenta repaginar biografia de Andres Sanches no Corinthians”

  1. Divanio (@DCLS45) Says:

    Desnudou o corpo e a alma de um salafrário, que em breve estará atrás das grades. Sim, estará.

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