Jogador cobra comissão do Corinthians na Justiça

Paulo Garcia, Rachid e Roberto Andrade

Dias atrás, revelamos o rolo que resultou na transferência gratuita do jogador Léo Artur, do Corinthians para a Ponte Preta, em meio ao nebuloso negócio envolvendo a contratação do atleta Clayson (40% dos direitos por R$ 4 milhões.

Em resumo, o clube devia dinheiro aos ex-empresários do garoto, não quitou e, após exigência judicial que o fizesse (depois de acordo descumprido) recorreu ao agente Fernando Garcia (irmão de Paulo Garcia, dono da Kalunga), que pagará R$ 400 mil aos credores e, em troca, ampliou sua fatia (que já existia) nos direitos do jogador (coma facilidade, ainda, de expô-lo, sem custos adicionais, na Macaca, seu quintal de negociatas).

Na última segunda-feira, porém, novo capítulo desta novela foi iniciado na 5ª Vara Civil de São Paulo, no Foro do Tatuapé: Léo Artur ingressou com ação de cobrança contra o Corinthians, por comissionamento sobre sua própria transferência.

Se o procedimento não é inédito no Brasil (Valdivia fez o mesmo no Palmeiras), é bem estranho e inadequado.

O atleta pleiteia receber R$ 72.975,78.

A diretoria do Corinthians, mais do que obrigação, teria condições de explicar esta cada vez mais estranha operação ?

Vale lembrar que o diretor de futebol, Flavio Adauto, responsável pelo negócio, e o de finanças, Emerson Piovesan, pelos pagamentos, foram indicados a seus cargos no Parque São Jorge por Paulo Garcia, citado irmão do agente que agora se esbalda na transação.

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