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A intimidação a Reinaldo Azevedo

Antes de iniciar este manifesto de repúdio à violência cometida contra o jornalista Reinaldo Azevedo, se não pela PGR, certamente de responsabilidade do órgão, com o vazamento de sua conversa com Andréa Neves, irmã do senador Aécio Neves, faz-se necessário esclarecer que o Blog do Paulinho, por vezes, publica textos do agora ex-colunista de VEJA e rádio Jovem Pan com os quais concorda e ignora (apesar de lê-los) os que discorda.

É assim que deve funcionar um estado de direito, ou seja, pode-se gostar ou não (por vezes as duas coisas ao mesmo tempo) do trabalho de um profissional de imprensa, mas nunca, em hipótese alguma, deverá ser cerceado o direito de opinião, de mostrar à população os fatos, o ponto de vista, etc.

Reinaldo Azevedo foi vítima de intimidação ao ter suas conversas com uma fonte jornalística tornadas públicas, em vazamento que, se não teve origem na PGR, a ela ainda assim deve ser imputada a responsabilidade, detentora que era do material original.

Ontem, nota da Polícia Federal deixou ainda mais claro esse pensamento.

Diz trecho:

“Informamos, ainda, que a Procuradoria Geral da República teve acesso às mídias produzidas das interceptações, em sua íntegra, em razão de solicitações feitas por meio dos ofícios 95/2017 – GTLJ/PGR, de 28 de abril de 2017, e 125/2017 – GTLJ/PGR, de 19 de maio de 2017, e respondidos pela Polícia Federal, respectivamente, através dos ofícios 569/2017 – GINQ/STF/DICOR/PF, de 28 de abril de 2017, e 713/2017 – GINQ/STF/DICOR/STF, de 22 de maio de 2017, em face do disposto no artigo 6 da Lei 9.296/96.”

Independentemente da análise do conteúdo do bate-papo entre Reinaldo e Andréa, que deve ser visto sob a ótica de que numa relação jornalista-fonte, em que o profissional de imprensa direciona a conversa para facilitar a obtenção das informações desejadas, fazendo-se necessário o diálogo com gente do submundo (este jornalista, em exemplo, por conta da profissão, fala com quem, por vezes, é denunciado), evidencia-se o objetivo de indispô-lo com o veículo de comunicação que lhe cedia espaço, mediante contrato (a revista VEJA, que no áudio é criticada por Azevedo).

O plano de intimidação foi exitoso e, horas depois de executado, resultou no óbvio afastamento do relacionamento entre o jornalista e seu empregador.

Este jornalista, que já foi vítima (aliás, nunca deixou de ser) de campanhas difamatórias das mais rasteiras imagináveis, e chegou a ser preso para satisfazer a sanha de vingança daqueles a quem expôs os desvios de conduta, sabe bem o que é sofrer tentativas de intimidação (que, em verdade, se estes covardes soubessem, mais estimulam do que intimidam), razão pela qual solidariza-se a Reinaldo Azevedo, repudiando, ainda, o responsável (ou responsáveis), sejam eles da PGR ou de órgãos que se viram satisfeitos com o episódio, que parece eficaz em primeiro instante, mas, certamente, servirá de combustível futuro para dar ainda mais visibilidade ao atacado.

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