O gestor de crises do São Paulo

Informações dão conta de que o jornalista Fernando Mello, vice-presidente de Marketing e Comunicação da Federação Paulista de Futebol, estaria embolsando R$ 50 mil mensais — ou algo próximo disso — para realizar a “gestão de crise” do São Paulo.

Em regra, isso significa distorcer verdades.

Amenizar o que é grave e superdimensionar o que não possui importância.

Também criar cortinas de fumaça que se sobreponham a assuntos espinhosos, além de aproximar-se de jornalistas críticos à gestão.

Pode-se discutir se a quantia paga a Mello é adequada, mas não sua expertise em dissimular a realidade.

Entre seus clientes, por exemplo — e inadequadamente — estaria Rui Costa, gestor de futebol do São Paulo.

Possibilidade de jornalista corinthiano, ex-assessor da MSI, ocupar cargo no Palmeiras ocasiona revolta em conselheiros -

Outra celebridade que recebeu orientação do profissional foi Kia Joorabchian, exatamente no período da MSI, quando o iraniano era acusado de participação em ações da Máfia Russa.

Tem mais: Sergio Janikian, parceiro de André Negão e ex-sócio de Hanna Gharib — condenado a 20 anos de prisão por operar a “Máfia dos Fiscais” durante a gestão do prefeito Celso Pitta —, também é cliente de Mello e pretende concorrer à presidência do Corinthians.

E por aí vai.

Uma seleção “a toda prova”, que deve ter gerado muitas informações falsas para defendê-los.

Há um mês, pelo LinkedIn, Mello comemorou a parceria:

“Agradecemos ao presidente Harry Massis e toda a diretoria do SPFC pela confiança e temos certeza de que essa parceria será de enorme sucesso.”


Resposta de Fernando Mello

Oi Paulo, como vai? Li seu post sobre mim. Acho importante esclarecer que sou fundador da maior assessoria de imprensa de esporte do país. Ao longo de 21 anos, trabalhamos para mais de 400 clientes, entre os quais mais de 40 clubes. Não presto serviços como pessoa física. Tenho uma equipe de mais de 40 jornalistas, entre profissionais formados e estagiários, que colaboram com a Press FC. Pinçar dois ou três clientes que você não gosta para diminuir a qualidade do meu trabalho e minha trajetória não me parece justo.

Também refuto a sua opinião de que distorço verdades. Tenho uma carreira reconhecida por meus colegas e pelo mercado justamente por trabalhar sempre com clareza, respeito e honestidade.

Gostaria, por favor, que você colocasse a minha posição ao final do seu texto. Obrigado

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