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Fazer do exemplar réu e ocupar o STF com questão menor são coisas nossas

(trechos da Coluna de JUCA KFOURI na FOLHA)

Pior que gastar horas e papel para elogiar uma atitude que deveria ser obrigatória como se fosse extraordinária (e o pior é que no Brasil é), é ter de defender quem a adotou.

Claro que a referência é ao gesto de Rodrigo Caio.

Depois dos justos aplausos recebidos eis que ele passou a apanhar dos próprios companheiros e a ser ironizado até por seu treinador, que um dia não hesitou em falsificar a assinatura de uma senhora para evitar multa de trânsito ou fez elogios públicos a um dos bancos do valerioduto, o BMG, quando patrocinador do São Paulo.

Chegamos a tal ponto: o cara decente vira réu e a malandragem ganha o reino do céu.

Ou a presidência da República, o governo do Estado, quem sabe uma prefeitura.

STF X CND

Se não bastasse, eis que vemos nosso mais importante tribunal, o guardião da Constituição, gastar tempo com uma questão de 30 anos atrás, decidida em campo e avalizada pelas arquibancadas como a conquista pelo Flamengo do título brasileiro de 1987.

O mesmo Supremo Tribunal Federal que é capaz de impedir um presidente do Senado, por ser réu, de substituir o presidente da República, e de mantê-lo na presidência do Senado, caso de Renan Calheiros, chancela a decisão da CBF ao considerar o Sport campeão, medida tão equivocada como inútil, porque quem viveu e conhece a história, sem ser adepto nem do rubro-negro pernambucano nem do carioca, sabe e já registrou o verdadeiro campeão.

Bom lembrar que, à época, o CND, Conselho Nacional de Desportos, o órgão superior do esporte brasileiro, considerou ilegal o cruzamento que a CBF queria impor ao Flamengo e ao Inter, campeão e vice da Copa União, o Brasileiro de então.

Ao CND sim, e não ao STF, fazia sentido, por seu conhecimento técnico, decidir tais questões.

Ultimamente acostumado a voltar as costas ao decidido pelo povo, o STF marcou outro gol contra.

Com o voto do ministro que, quando secretário da Segurança paulista, impôs torcida única nos clássicos estaduais.

Dito isso, acrescente-se: nem que Jesus Cristo desça à Terra e diga ser o Sport o campeão brasileiro de 1987 o Flamengo deixará de sê-lo.

Simplesmente porque foi. E é.

NOTA DO BLOG: para saber mais sobre o caso da falsificação de assinatura de Rogério Ceni basta clicar no link a seguir:

Exame grafotécnico derrotou Rogério Ceni na Justiça

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