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Documento do Arena Fundo, gestor do estádio em Itaquera, desmente ex-diretor financeiro do Corinthians

No último dia 02 de fevereiro, o diretor de finanças do Corinthians, Emerson Piovesan, protocolou no Conselho carta afirmando que o Balanço do clube, em seu exercício 2014, havia sido “maquiado” por seu antecessor, Raul Corrêa da Silva:

“(…) decidiu-se na gestão anterior pelo valor de constituição das cotas da Arena Corinthians (Arena Fundo de Investimento Imobiliário – FII) como receita direta nas demonstrações financeiras, afetando, consequentemente, o resultado do exercício, pelo exato valor da constituição do Fundo”.

“Entretanto o procedimento correto – conforme determina a legislação contábil – é efetuar o registro destes valores diretamente em conta de patrimônio líquido, classificando tal registro com a natureza de subvenções, uma vez que o ativo produzido pelas cotas do Arena Fundo representam a incorporação de ativo ao patrimônio do clube, não gerando, portanto, nenhuma receita.”

“Tal prática contábil – o registro em resultado do exercício – produziu em 2014 a informação de um superavit no valor de R$ 230,561 milhões”

“Após o ajuste contábil, determinado por esta diretoria atual, o valor efetivo para 2014 representou um deficit no montante de R$ 97,084 milhões”

Também em resposta ao Conselho, Raul refutou:

“O registro contábil das cotas de titularidade do SCCP no Arena Fundo de Investimentos Imobiliários observou estritamente a “Estrutura Conceitual para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis”, definida na resolução nº 1374/2011 do Conselho federal de Contabilidade, e o pronunciamento do CPC 30, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis”.

No 05 de outubro de 2012, respondendo a questionamentos do conselheiro Edgard Ortiz, o escritório de advocacia Machado Meyer, em nome do Arena Fundo de Investimento Imobiliário, responsável pelo estádio de Itaquera, em carta endereçada ao Corinthians, com cópia para o então vice-presidente Luis Paulo Rosenberg, esclareceu:

“(o Arena Fundo) foi criado com propósito específico de viabilizar financeiramente o Projeto e custear a construção da Arena Corinthians”

“(…) o Fundo foi constituído por três quotistas, quais sejam: (i) o Corinthians, na qualidade de quotista JUNIOR; (ii) a Arena Itaquera S/A, na qualidade de quotista SENIOR; e (iii) a ODEBRECHT Participações e Investimengos, na qualidade de quotista MEZANINO”

“À medida que o financiamento comece a ser pago, a participação da SPE Arena no Fundo passará a ser gradualmente reduzida. Uma vez quitado o financiamento junto ao BNDES, o Fundo passará a ter o Corinthians como seu único cotista”

Em resumo, as cotas do Corinthians no Fundo (JUNIOR) – criado especificamente para tomar dinheiro do BNDES – não lhe concede poder decisório.

Além disso, o clube somente avançará para as demais (SENIOR e MEZANINO) na medida em que o financiamento com o BNDES estiver sendo quitado.

No momento, os pagamentos estão congelados (por conta de renegociação) e sequer os juros do empréstimo estão sendo honrados.

Em sequência, no mesmo documento, o Arena Fundo, por intermédio da Machado Meyer, contrapõe os argumentos contábeis utilizados por Raul Corrêa da Silva em seu balanço de 2014, deixando claro que:

“O Corinthians, de fato, não é mencionado nas atas de AGEs da SPE Arena, como corretamente mencionado pelo conselheiro Edgard Ortiz em seu relatório”

“Mas isso ocorre por uma razão muito simples: o Corinthians NÂO INTEGRA O CAPITAL SOCIAL DE TAL SOCIEDADE, que, como acima mencionado, foi criada com único porpósito de captar recursos via financiamento e injetá-los no Fundo, com isso viabilizando a construção da Arena Corinthians”

“E não faria sentido algum que o Corinthians integrasse o capital social da SPE Arena à medida que, como já foi esclarecido, o BNDES não empresta recursos a clubes de futebol”

“Além disso, a SPE Arena é um mero veículo de financiamento e que, uma vez pago o financiamento, deixará, inclusive, de ser cotista do Fundo”

Por fim, o Fundo diz que o Corinthians sequer é proprietário do imóvel em que foi erguido o estádio de Itaquera, nem  detém o direito real de uso (cedido aos gestores), jogando por terra qualquer possibilidade de integralizar o estádio como, “Receitas”, como fez Raul Corrêa, equivocadamente, segundo a opinião não apenas do atual diretor, Emerson Piovesan, mas também de três contadores ouvidos pelo blog (https://blogdopaulinho.com.br/2017/03/06/contadores-condenam-manobra-de-ex-financeiro-no-balanco-do-corinthians/):

“Cabe, em primeiro lugar, esclarecer que o Corinthians não é proprietário do imóvel no qual está sendo construída a Arena Corinthians. Na verdade, o Corinthians detém uma concessão de direito real de uso”

“Não obstante, para obtenção de financiamento, uma das condições impostas pelo BNDES é a de que a CDRU (Concessão) seja temporariamente transferida pelo Corinthians ao Fundo”

EM TEMPO: os documentos foram cedidos gentilmente ao Blog do Paulinho pelo associado do Corinthians ROLANDO WOHLERS, popular CIBORG do CORINTHIANS.

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