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Manobra do STJD para beneficiar CBF em caso de fraude no BID será exposta em julgamento

Reynaldo Buzzoni
Reynaldo Buzzoni

No dia 22 de agosto, a CBF conseguiu protocolar, fora de prazo, defesa sobre fraude ocorrida no BID da entidade, supostamente cometida pelo diretor de registros Reynaldo Buzzoni, que dias atrás esteve num DP do Rio de Janeiro para explicar-se sobre caso semelhante.

Mais grave do que isso, no momento do protocolo, o STJD estava fechado, o que caracterizaria a “ação entre parceiros”, absolutamente indecente para um órgão do judiciário (que é obrigado a manter imparcialidade), mas corriqueiro nos procedimentos da Casa Bandida.

O caso específico, da defesa da CBF, é a ação de Buzzoni para encobrir um dos vices da entidade, Gustavo Feijó, em transferência, cercada de irregularidades, do atleta Bismark, que pode ser conferida, em detalhes, nos links abaixo:

Troca de emails entre Federações comprova conluio para facilitar negócios de vice da CBF

Vice da CBF, empresário de Grafite, que Dunga levou para a Copa do Mundo no lugar de Neymar, está enrolado na Justiça

Todos esses assuntos serão discutidos, logo mais, em reunião do pleno do STJD, marcada para a manha de hoje (07/10), no âmbito do processo 222/2016.

Em resumo: o Palmácia, clube da Terceira Divisão do Ceará, impetrou um Mandado de Garantia, no STJD, alegando aliciamento do Jogador Bismark de Araújo Ferreira, pelo Santa Rita de Alagoas, time de Gustavo Feijó.

Foi acusado também o Diretor de Registros da CBF, Reynaldo Buzzoni, reincidente em casos desta natureza.

O Santa Rita não se pronunciou e, consequentemente, foi tratado como revel.

A CBF foi intimada em 15/08 para fazer sua Contestação (o prazo encerrava-se em 18/08), mas somente o fez no dia 22/08, conforme comprova o protocolo abaixo:

cbf-protocolo-1 cbf-protocolo-2

O que se trataria “apenas” de perda de prazo agrava-se quando constatamos que o STJD, conforme comprova resolução 002/2016, assinada pelo presidente do órgão, Ronaldo Botelho, estava fechado (não haveria expediente, diz o documento) na referida data (do protocolo da CBF).

No próprio site do STJD estava grafado “não haverá expediente”.

http://www.stjd.org.br/noticias/x-18

As dúvidas:

  • quem abriu o STJD para receber a defesa da CBF (que já estava fora do prazo) ?
  • Não há o que se falar em envio eletrônico (o protocolo está assinado a caneta;
  • por quais razões, e motivações, o relator Paulo Cesar Salomão Filho, vice do Tribunal (indicado ao cargo pela CBF), aceitou a irregularidade e não se julgou impedido para o julgamento diante do evidente relacionamento pessoal com uma das partes ?

Por fim, o diretor de registros da CBF, Reynaldo Buzzoni, em sua defesa, alega que clube fora da disputa de campeonatos não pode inscrever jogadores, porém não é o que diz o regulamento de recadastramento anual de agremiações, que deixa claro: basta pagar a taxa especificada, espécie de alvará, para poder exercer o referido direito.

O Palmácia pagou, não houve contestação à época, muito menos devolução do dinheiro pelo motivo alegado em defesa da CBF.

Por diversas razões, o julgamento de hoje no STJD chamará a atenção do futebol brasileiro, para que fraudes e favorecimentos sejam devidamente tratados como tal, e não se tornem, cada vez mais, corriqueiras diante de práticas que precisam ser abolidas do desporto nacional, procedimentos esses que levaram um presidente de Confederação Brasileira a ser preso nos EUA e outro a se esconder embaixo da mesa cada vez que escuta a palavra FBI.

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