Os críticos à Copa do Mundo e à Olimpíada no Brasil acertaram no alvo

palhaço triste melancolia

(trecho da coluna de JUCA KFOURI, na FOLHA)

Na era do tucanato, os críticos eram chamados de “fracassomaníacos”, neologismo da lavra de FHC.

Na era do petismo adotou-se a criação de Nelson Rodrigues e os críticos padeceriam do famoso “complexo de vira-latas”.

Lula não chegou a inventar uma palavra, limitou-se a falar dos que têm “desejo de fracasso”, mas Aldo Rebelo, o polivalente ministro do PCdoB, hoje sumido provavelmente para não ser cobrado, gostava de citar Rodrigues para responder a quem previa exatamente o que está acontecendo com os escandalosos legados da Copa do Mundo e da Olimpíada no Brasil.

Não fosse o fato de o povo parecer outra vez anestesiado -em baixo calão, de saco cheio-, ondas de indignação varreriam o país com o que se sabe a cada dia do estado dos equipamentos dos dois megaeventos e do abandono completo do esporte, a atividade que seria premiada pós-Olimpíada do Brasil poliesportivo.

Nada mais indigna ninguém, talvez também por constrangimento de quem foi às ruas para protestar contra um governo que nomeou Dias Toffoli para o STF e vê o que o sucedeu nomear Alexandre de Moraes.

Ou não dá vergonha ter batido panelas contra a tentativa de um governo nomear Lula ministro e ver o episódio se repetir com o outro ao dar foro privilegiado a Moreira Franco?

Parece que aveludaram as panelas.

Os críticos acertaram no alvo.

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