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Corinthians 10 x 1 Tiradentes: 30 anos da maior goleada da história do campeonato brasileiro

Por JOSE RENATO SATIRO SANTIAGO

A partida valia pela primeira fase do campeonato brasileiro de 1983.

Pela quinta rodada, no estádio do Canindé, o líder do grupo D, o Corinthians, com 6 pontos, enfrentaria o vice-líder, a equipe do Tiradentes do Piauí, que somava 5 pontos.

O Fluminense, o outro grande do grupo, amargava a ultima colocação com apenas 1 ponto ganho.

Alguns dias atrás, em 29 de janeiro, em partida realizada em Teresina, o Tiradentes tinha levado a melhor, vencendo os paulistas por 2 a 1, com gols de Sabará e Hélio Rocha. Para os alvinegros, coube a Sócrates marcar o gol de honra.

A expectativa era de vitória paulista, a segunda consecutiva, após os  4 a 2 sobre o CSA de Alagoas.

O jogo marcado no estádio da Portuguesa atraiu uma grande multidão, mais de 18.000 pessoas.

Logo no começo o Corinthians foi a frente e perdeu duas claras chances de gol com Biro Biro e Sócrates.

Aos 18 minutos do primeiro tempo, no entanto, a zaga deu uma vacilada com a famosa linha de impedimento e Mauro cometeu pênalti.

Sabará, que já havia marcado no jogo realizado no Piauí, abriu o placar para os piauienses.

Uma nova vitória do time da Polícia Militar definiria de vez a freguesia corintiana.

Logo aos 24 minutos, também de pênalti, Sócrates empatou.

Mais sete minutos, o gol da virada, Sócrates novamente, após um magistral passe de calcanhar de Ataliba.

Mais seis minutos, 3 a 1, de cabeça, aproveitando cruzamento de Paulo Egídio, Biro Biro marcou.

Mais cinco minutos, Sócrates faz seu terceiro gol, com um chutaço em uma cobrança de falta.

Mais dois minutos, aos 44, Paulo Egídio fechou o placar do primeiro tempo, em 5 a 1.

Jogo fácil, a expectativa para o segundo tempo era por mais gols.

Só não se sabia quantos.

Logo aos 4 minutos do segundo tempo, Ataliba fez de voleio, 6 a 1.

Aos 8, um gol de placa, de bicicleta, Vladimir marcou o sétimo gol alvinegro.

Logo depois, Zenon carimbou a trave ao cobrar uma falta próxima a área.

Paulo Egídio marcou seu segundo gol, o oitavo aos 17 minutos.

E ainda faltava quase meia hora para o jogo acabar.

O nono gol demorou, e foi de Sócrates, de pênalti, o seu quarto gol naquela noite, aos 33 minutos.

E a torcida gritava das arquibancadas: Queremos 10! Queremos 10!

Aos 42 minutos do segundo tempo, enfim o ultimo gol.

Vidotti marcou o décimo.

E o placar passou a marcar, 10 a 1, a maior goleada na história do campeonato brasileiro.

Naquele dia, o técnico do Corinthians foi Mário Travaglini que escalou a equipe com Solito, Alfinete, Mauro, Daniel González e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon (Eduardo); Biro-Biro, Ataliba (Vidotti) e Paulo Egídio.

NOTA DO BLOG: Este jornalista, ainda garoto, foi uma das 18 mil pessoas que compareceram a esse histórico momento. Como curiosidade, o placar do Canindé era ainda movido por plaquinhas, que, desacostumadas a goleada tão imponente, findavam no nº 6. O sétimo e oitavo gols passaram em branco. No nono, o rapaz que operava o placar virou o numero seis de cabeça para o baixo. Para azar dele, veio o décimo gol. Ai não teve mais como resolver a questão.

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