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Sindelar: 110 anos do Homem de Papel

Por JOSE RENATO SATIRO SANTIAGO

Nascido na Morávia, quando ela ainda fazia parte do império Austro-Húngaro, o maior jogador austríaco, Matthias Sindelar, na verdade, era tcheco.

Com apenas dois anos, mudou-se com a família para Viena.

E foi lá nas ruas da cidade que começou a praticar o futebol.

Inicialmente no Hertha Viena.

Passaria a ganhar destaque nacional atuando no Wiener Amateur, equipe que daria origem ao gigante Áustria Viena.

Sua elasticidade fez com que ganhasse o apelido de o “Homem de Papel”.

Em 1926 passou a fazer parte da seleção austríaca, uma das maiores equipes de toda a história do futebol mundial, o Wunderteam ou o “Time Maravilha”.

Durante os próximos 10 anos Sindelar passaria a ser o grande comandante daquela equipe maravilhosa.

Em 1934, na Copa do Mundo da Itália, Sindelar foi um dos grandes destaques e levou o selecionado austríaco até as semifinais daquela competição.

A Áustria foi derrotada pelos donos da casa, em partida que foi considerada a final antecipada.

Sindelar voltaria a levar a sua seleção para a Copa do Mundo de 1938, no entanto, “conquistou, mas não levou…”.

A invasão alemã fez com que a Áustria deixasse de existir como país, o que impediu seu selecionado de ir para a Copa do Mundo.

Para os alemães, isto significaria um grande reforço para sua seleção.

Contar com o “Homem de Papel” seria importante.

Mas Sindelar recusou a todos os convites para defender o selecionado alemão.

Motivo: Ele não concordava com os rumos do Nazismo.

No entanto, para Sindelar simplesmente ser contrário ao regime alemão não era o suficiente, era preciso mais que isso.

As vésperas da Copa do Mundo de 1938, austríacos e alemães se enfrentaram em uma partida amistosa que serviria de preparação para o selecionado da Alemanha que iria disputar a Copa da França.

Segundo registros históricos, os austríacos tinham sido “orientados” a facilitarem a vida dos rivais.

Apesar disso, os alemães não conseguiam marcar seu gol.

Ao final da partida, Sindelar marcou o primeiro gol da partida, que seria vencida por 2 a 0.

Um gol que teve um significado enorme aos alemães.

Quase um desaforo.

Sindelar passou, de vez, a ser considerado um elemento pró-judeu.

Menos de um ano depois, em 23 de janeiro de 1939, foi encontrado morto, juntamente com a namorada.

Teriam se asfixiados por monóxido de carbono enquanto dormiam.

Para alguns, suicídio.

Para outros, suicidado.

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