Prisão de vice do Flamengo pela “Lava-Jato” evidência problema maior da gestão rubronegra

Flavio Godinho

Flavio Godinho

Acaba de ser preso, pela Polícia Federal, o vice-presidente de futebol do Flamengo, Flavio Godinho, um dos viabilizadores das falcatruas do empresário Eike Batista, que também teve prisão decretada, mas está foragido.

Godinho é acusado de lavagem de dinheiro e operação de esquemas de propinas, entre as quais as pagas ao ex-Governador Sergio Cabral.

Sua efetivação em cargo diretivo do Flamengo, diante do conhecido histórico de ações ligadas à criminalidade, evidenciam os mais graves problemas de gestão do rubronegro.

Enquanto o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, carrega a bandeira da boa administração financeira, se perde, porém, numa gestão de futebol que nunca decolou, agravada ainda pelo fato de, frequentemente, deixá-la em mãos de gente absolutamente suspeita, sejam eles conhecidos do submundo esportivo como, no caso do advogado de Eike Batista, apreciador de práticas incompatíveis com o que se espera de um dirigente esportivo.

Quem garante que um pagado de propinas na vida privada não agiria da mesma maneira num esporte de bastidores frequentemente flagrado em imoralidade ?

O presidente do Flamengo, que não pensou duas vezes quando surgiu a oportunidade de beijar as mãos de Marco Polo Del Nero, presidente da CBF que tratava como corrupto, apesar de demonstrar competência na gestão financeira, peca pelo ‘hímen complacente’ noutros setores importantes do clube.

Resta saber se por improvável inocência ou exagerada esperteza, daquela que faz o dirigente de um clube que precisa se garantir no poder permitir que outros cometam delitos, fingindo ignorância, mas garantindo a sustentabilidade política.

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