Em caos financeiro, melhor será o Corinthians colocar número de sua conta no uniforme em 2017

Andres Sanches, Roberto "da Nova" Andrade e Mario Gobbi

Andres Sanches, Roberto “da Nova” Andrade e Mario Gobbi

Na partida em que perdeu para um apenas mediano Cruzeiro, eliminando as chances de disputar a Libertadores da América, encerrando um ano de 2016 absolutamente desastroso, que, além de tudo, comprometerá as finanças (já combalidadas) de 2017, o Corinthians simbolizou na camisa a pobreza de sua gestão:

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A pretexto de homenagear a Chapecoense, inseriu no uniforme a conta bancária dos catarinenses, impossível de ser lida, seja por quem assistiu o jogo pela televisão, muito menos pelos que estavam no estádio.

Pelo que se observa agora, tudo indica, a ação terá que ser retomada, desta vez com a exposição da conta do Corinthians, tamanho é o caos financeiro que se avolumou, ano a ano, fruto da irresponsabilidade administrativa dos últimos três presidentes: Andres Sanches, Mario Gobbi e Roberto “da Nova” Andrade; para não falar em coisa pior, que já está sendo investigada no âmbito da “operação lava-jato”.

Sem dinheiro para contratar jogadores, com um departamento de marketing dos piores da história alvinegra (entre parcerias suspeitas, ao menos dois calotes de empresas recém criadas geraram enorme prejuízo), impedido de negociar qualquer contrato ligado ao estádio (Andres Sanches, que cobra 20% de comissão, não permite), uma gestão financeira, apesar de menos “ilusionista” do que a anterior, ainda assim silente aos desmandos, e o futebol, nos últimos anos, nas mãos de um torcedor “organizado” e um mercador de notícias (não só notícias), o futuro se apresenta dos mais sombrios.

Roberto Andrade, diante deste quadro, além de movimentações políticas contrárias (fruto de fogo que se dizia amigo), dificilmente seguirá presidente em 2017, seja porque o impeachment está cada vez mais provável ou até, aceitando sugestão (quase imposição) de sua família, através da renúncia.

Em se confirmando o afastamento, eleições serão disputadas, no máximo em dois meses, de maneira indireta, em que a escolha se dará entre dois grupos de pensamentos claros (não necessariamente em apenas duas chapas), porém distintos: os que querem a continuidade das pessoas que fazem ou fizeram parte do corpo diretivo alvinegro na última década ou a acensão dos que sempre mantiveram-se contrários aos procedimentos adotados.

Seja qual for o resultado final é certo que o novo mandatário reinará sobre terra absolutamente arrasada.

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