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A vaca tossiu em Brasília

vaca tussa

“Nem que a vaca tussa”, é um termo popular que costuma complementar frases de quem quer reforçar promessas importantes, utilizado para dar ainda mais ênfase ao discurso.

Muitos militantes do PT devem ter lançado mão do recurso para defender a atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff, quando, em meio aos debates eleitorais, garantia que não mexeria nos direitos adquiridos pelos trabalhadores e cidadãos mais pobres.

Mas a vaca, tudo indica, tossiu em Brasília.

E deixou muita gente indignada, entre os quais o leitor Napoleão Dumont, representante importante do militarismo brasileiro, que desabafou no texto que republicamos abaixo:

O CORTE DOS DIREITOS TRABALHISTAS

Por NAPOLEÃO DUMONT

A vaca tossiu e escarrou o fétido catarro na cara dos eleitores que acreditaram nas promessas da então candidata à Presidência da Ré-Publica.

Na Ré-Pública presidencialista, a eleição coloca o poder em leilão. Em leilão vale tudo, quem dá mais, leva.

Candidata é candidata, Presidenta é Presidenta, vaca é vaca.

São coisas diferentes na “democracia ré-publicana brasileira”.

Bem feito! Que sintam agora no próprio couro os integrantes do gado vacum.

E preparem-se para mais cortes e para trabalharem mais anos, sem períodos de transições favoráveis e sem “direitos adquiridos”. Foi-se a virgindade dos direitos. A hora vai ser agora… e depois… e depois…

Enquanto puderem, adiarão o corte das ‘bolsas” (“família” e outras). Mas ao tempo em que novos e gigantescos escândalos, malversações, déficits, propinas, financiamentos eleitorais, mordomias e outras roubalheiras forem aparecendo, com  a arrecadação federal despencando, e as novas extorsões tributárias não forem mais suficientes – parafraseando Émile Zola: “la verité c’est marche e rient na l’arretera – não haverá como manter as “bolsas”!

Mas não prometeram não tocar nas “bolsas”? Prometeram, mas a vaca está com “tosse comprida”, coqueluche e com que luxo, hein ?!

A vaca tosse e a caravana continuará a passar rumo ao desespero e ao despenhadeiro…

Não dizem que vão consertar o Brasil ?

Aliás, não dizia o político Andreotti: “que os hospícios estão cheios de gente que afirmam que são “Napoleão” e outros que dizem que “vão consertar a Itália”?

Mussolini dizia que era fácil governar a Itália, mas era inútil.

Aqui o (des)governo ré-publicano é difícil e inútil também.

F…, ou melhor, danem-se.

“Quem pariu Matheus que o embale”.

Ensinava Maquiavel que: “quem é causa de que outrem se fortaleça, arruina-se a si próprio”. E já diziam as vítimas romanas no Coliseu, isto é, para o dono do Circo: “morituri te salutant” – os que vão morrer te saúdam.

“Au revoir”.

NAPOLEÃO BONSANT DUMONT

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