Corinthians: a OMNI da “Renovação e Transparência” e a SMA de Dualib

Andres Sanches, Roberto "da Nova" Andrade e Mario Gobbi

Andres Sanches, Roberto “da Nova” Andrade e Mario Gobbi

No auge da derrocada do ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, um dos lideres do grupo denominado “Fora Dualib”, Eduardo “Gaguinho” Ferreira, em ato de absoluta covardia, invadiu uma emissora de webtv, junto com torcedores “organizados” para, entre outras coisas, agredir a neta do então mandatário, Carla Dualib, dona da empresa SMA, que, por contrato, recebia 30% das transações de marketing alvinegras.

Tempos depois, com o Timão já administrado pelo grupo “Renovação e Transparência”, liderado pelo deputado federal Andres Sanches, o agressor foi empossado diretor de futebol, o segundo cargo mais importante do clube.

Outros “Fora Dualib” também se deram bem: Doni “Bob Cuspe” (que agrediu uma conselheira à cusparadas), encontrou uma “boquinha” nas categorias de base, Donato Votta “da erva”, rodou em diversas funções (hoje infelicita o departamento cultural), e por ai vai.

A neta do presidente e sua SMA foram acusadas, até com justiça, de aproveitar-se de contrato “leonino”, em que recebiam 30% de comissão sobre negócios do Corinthians, quando o mercado, em média, pagava entre 15 e 20%.

Ainda assim (e não se trata de uma defesa), o contrato entre o clube e Carla Dualib foi aprovado em votação do Conselho e tinha os termos e clausulas conhecidos por toda a coletividade alvinegra.

Após chutar Dualib e assumir o poder, o grupo “Renovação e Transparência”, que tinha Andres Sanches como lider, amparado pela fusão de três tribos do Parque São Jorge, os citados “Fora Dualib”, ligados às “organizadas”, os “Corinthanos Obsessivos”, do Dr. Sergio Alvarenga, que carregava consigo advogados, contadores, além doutros profissionais em busca de ascensão, e o denominado “baixo clero”, encontrou a sua “SMA”.

Trata-se da OMNI, até então uma empresa de fundo de quintal, responsável, à princípio, por organizar o cadastro de associados e implementar sistema informatizado de cobrança de mensalidades (pelo qual foi acusada de facilitar a prática de Caixa 2) e entrada dentro do Corinthians.

Com o tempo, a OMNI, que depois, soube-se, apesar de estar em nome de empresários até então desconhecidos, teria como sócio “oculto” não a neta do mandatário, mas o próprio presidente, Andres Sanches, passou a dominar tudo o que era importante (e lucrativo) no Timão.

Em alguns casos, com ganhos percentuais acima de 50%.

São, hoje, de responsabilidade da empresa: todo o sistema de ingressos de futebol (entre os quais o milionário Fiel Torcedor), o controle de entrada de torcedores, o Teatro no Parque (que recebe seu nome), culminando com o contrato tratado como “galinha dos ovos de ouro” na Arena em Itaquera, assinado na calada da noite por um “presidente” fajuto (um candidato ao cargo, dois dias antes das eleições), Roberto “da Nova” Andrade, por ordem de Andres Sanches e a conivência do então detentor do cargo, o delegado Mario Gobbi.

Somente com o “Fiel Torcedor” a OMNI faturou R$ 9 milhões anuais, com a administração das catracas dos jogos, R$ 100 mil por jogo (em média, R$ 3,5 milhões ao ano), entre outros ganhos, encorpados pela ainda incalculável gestão do estacionamento de Itaquera, pelo qual ganhará não apenas para estacionar carros, mas também percentual sobre shows a serem realizados no local.

Porém, se a SMA, mesmo “leonina”, passou por todos os trâmites legais do Parque São Jorge antes de iniciar seus trabalhos, o mesmo não se pode dizer da OMNI, que, em verdade, sempre atuou de maneira obscura, sem que o Conselho soubesse suas reais funções e lucros, nem jamais tivesse acesso aos contratos (que nunca passaram por avaliação, muito menos aprovação).

Carla Dualib

Carla Dualib

Em resumo, a OMNI, que sempre atuou no Parque São Jorge de maneira imoral (sem aval dos conselheiros) hoje o faz de maneira ilegal, amparada em contrato fruto de fraude, que ninguém, por razões óbvias (medo de bater de frente com Andres Sanches) tem coragem de romper.

Analisando o quadro comparativo entre SMA (Alberto Dualib) e OMNI (Renovação e Transparência) quem lesou mais os cofres do Corinthians ?

A resposta parece evidente.

Porém, diferentemente do período em que fingiam corinthianismo para embarcar na nave do oportunismo, “Fora Dualib” e “Corinthianos Obsessivos” seguem na diretoria, sem uma manifestação sequer de repúdio à “parceria”, engolindo até receber ordens de Antonio Rachid, recém empossado Secretário Geral, mas que na época da SMA era braço direito de Alberto Dualib.

O então diretor de marketing da gestão Dualib, Dr. Kalil, que se auto-intitulou “laranja” da neta do ex-presidente, em áudio interceptado pela Polícia Federal, antes odiado, licenciou-se, ontem, do cargo de vice-presidente do Corinthians, atirando na gestão Roberto Andrade, um dos responsáveis pela OMNI ainda estar no Parque São Jorge.

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