A decência de Rogério Ceni

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Ontem, uma notinha aparentemente despretensiosa do Estadão, revelou, com maldade sutil, que o Mito são-paulino Rogério Ceni teve um filho, que agora tem dois anos, fruto de relação extra-conjugal.

Intencionava, claramente, uma reação negativa à “pulada de cerca”.

E conseguiu.

Muita gente nas mídias sociais passou a atacá-lo como “imoral”, “traidor”, entre outros adjetivos desairosos.

Em meio a hipocrisia, Ceni portou-se com enorme dignidade, reconhecendo o garoto – já havia feito em ambiente familiar – e, melhor, demonstrando honradez e satisfação ao fazê-lo.

Pode-se analisar muitas atitudes de uma pessoa pública – inclusive as pessoais, se necessário for  – sem ofender-lhe, de maneira vil, a privacidade, mas é impossível atirar pedras e fazer conjecturas em meio a decisões que envolvem relacionamento de casais, onde sentimentos que só dizem respeito aos envolvidos, e suas necessidades são impossíveis de serem devidamente mensurados.

No caso específico, e mais importante, o do reconhecimento de paternidade, este sim um assunto de relevância pública, Ceni agiu com decência, e merece ser bem avaliado, agora, com relação ao que faz, e com quem faz, em sua vida amorosa, já dizia um grande revolucionário de nossos tempos: “que atire a primeira pedra…”.

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