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Grupo de Andres Sanches se dá mal em recurso contra “laranjas” de golpes do parlamentar

andres areia mijada

Recentemente, a Justiça acolheu denúncia, cívil e criminal, envolvendo o deputado federal Andres Sanches, alguns de seus parentes, sua contadora e a empresa de “fachada” Orion Embalagens, que teriam se utilizado de “Laranjas” para aplicar golpes na praça.

A famosa “arara”.

Em resumo, o grupo de Sanches inscreveu a citada empresa em nome duas funcionárias da SOL EMBALAGENS (também sob domínio dessa gente), em claro ato de constrangimento, iniciando, em sequencia, a prática de empréstimos milionários em instituições bancárias, além de compras de fornecedores, sem a intenção de honrar nenhum dos compromissos.

Por consequência, a dívida proveniente dos golpes recaiu sobre as senhoras Eliane Souza Cunha e Nilda Maria da Cunha, as “alaranjadas”, que perderam imóvel e demais bens, abandonadas que foram pelo grupo, com direito a supostas ameaças do parlamentar.

Indignadas, as ex-funcionárias denunciaram o esquema, que tramita criminalmente no STF, já teve relatório arrasador da Receita (tratando os referidos como se fossem bandidos), e originou diversas outras ações de ressarcimento das instituições bancárias envolvidas no rolo.

Há ainda, na esfera cívil, processo impetrado por Eliane e Nilda contra todos, requerendo milionária indenização, por danos morais, materiais e demais pendências.

Neste âmbito, as senhoras Isabel Sanchez Oller (ligada a José Sanchez Oller, parente de Andres Sanches) e Itaiara Pasotti (a contadora) tentaram desmembrar-se da ação, no mês passado, alegando cada qual seus motivos (Isabel, não ter participado da operação, a contadora, ser mera funcionária), quando, em verdade, segundo investigações, seriam utilizadas até para ocultar valores, supostamente desviados dos procedimentos.

A Justiça, por razões óbvias, negou.

No caso de Isabel, o despacho limitou-se a dizer que, por tratar-se de companheira de um dos investigados, além de, efetivamente, ter participado de alguns negócios (nem que fosse por simplesmente emprestar o nome), seria impossível retirá-la da questão, mas na sentença referente à contadora, os magistrados não pouparam a “cara-de-pau” da profissional, citando trecho da ação principal para embasar a negativa das pretensões:

“Justifica-se, em caráter preliminar, a integração no polo passivo de Itaiara Pasotti, tendo em vista que, por ser esta contadora da referida empresa, foi conivente com as FALCATRUAS dos requeridos (Andres Sanches e José Sanches Oller), orientando-os a maquiar e manipular lançamentos contábeis juntos aos Órgãos Públicos, privados e até mesmo as requerentes”.

“Ressalta-se que a requerida (Itaiara) inclusive contribuiu com o desaparecimento dos livros fiscais e notas no intuíto de culpar as requerentes (ex-funcionárias)”.

“A requerida (Itaiara), simplesmente, ignorou a obrigação e respeito com a ética e a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade”.

Listado nestes recursos, ambos indeferidos, como parte “interessada”, estava o deputado Federal Andres Sanches (PT), que provavelmente sentiu-se identificado com as palavras, sabedor, de antemão, que há poucas perspectivas de escapar da quase certa condenação.

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