Diretoria do Corinthians enganou o Conselho para facilitar esquema com a patrocinadora

Ao assinar o contrato de patrocínio com a Betpix N.V., razão social da ‘Vai de Bet’, o Corinthians aceitou receber os valores combinados através de duas intermediárias: Zelu Pagamentos e a Pay Brokers.
Os pagamentos, obrigatoriamente, teriam que ser realizados em ‘real’, com prazos máximos de 30 dias para cada parcela.
Inseriu-se intermediário para receber comissão, que, pouco após, confessou não ter participado do negócio.
Nestes termos, e com estes parceiros, o contrato recebeu aprovação do departamento jurídico, e, após, passou pela avaliação do Conselho Deliberativo.
Todos, entre os que não se beneficiaram, foram enganados.
O objetivo era trocar as intermediadoras, na surdina, por outras que não seriam checadas.
Entraram no lugar Pagfast e Otsafe.
Inexiste formalização documental da alteração.
Além disso, o clube, em vez de moeda corrente, passou a receber em bitcoin.
O repasse, à margem do acordo, era efetivado diariamente, em aparente facilitação à possível lavagem de dinheiro.
A verdade era conhecida apenas pelo núcleo duro da operação.
O golpe, aplicado pela diretoria do clube no Conselho Deliberativo e no departamento jurídico, está documentado e confessado em resposta do próprio Corinthians à autoridade policial.
