Análise: Clubes não sabem a força que têm

Leco e Roberto "da Nova" Andrade
Leco e Roberto “da Nova” Andrade

Erich Beting analisa contratos fechados por departamentos de marketing de Corinthians e São Paulo nos últimos dias

Da MÁQUINA DO ESPORTE

Por ERICH BETING

Duas reportagens na Máquina do Esporte desta segunda-feira saltam aos olhos. A primeira é o acordo do Corinthians com uma agência para vender o espaço na camisa do time, num negócio que dá à agência o status de patrocinador do clube. O outro é a permuta do São Paulo com a concessionária de veículos, que o clube tentou vender como um negócio firmado com a BMW.

Até quando os clubes não vão dar importância para o valor de suas marcas numa negociação com o mercado?

Corinthians e São Paulo são a segunda e a terceira maiores torcidas do Brasil, respectivamente. Além disso, estão entre os maiores faturamentos do país. Por que então eles ainda se submetem a esse tipo de negócio?

O Corinthians não precisa terceirizar o espaço na camisa para uma agência. Da mesma forma, o São Paulo não deve tentar inflar um simples acordo de permuta com uma concessionária para um possível namoro com uma marca do tamanho de uma BMW.

Por mais estagnado que esteja o mercado, os clubes precisam entender o poder de suas marcas para não desvalorizarem ainda mais o produto. De que forma o Corinthians aborda o mercado se há uma outra empresa que pagou para levar um espaço nobre na camisa? Da mesma maneira, como o São Paulo aparece para o mercado se força a barra para buscar um parceiro?

Líderes de mercado devem buscar sempre marcas líderes para fazer negócio. Quando será que os clubes vão entender que são muito valiosos?

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