Conselheiro acusado por desvios na base do Corinthians livra a cara de comparsa na Justiça

Andres e Mané da Carne

O conselheiro do Corinthians, Manoel Ramos Evangelista, vulgo “Mané da Carne”, braço direito do deputado federal Andres Sanches (PT), talvez, por isso, um dos dois acusados de desvios nas categorias de base alvinegras ainda não punido (o outro é o diretor de futebol Eduardo “Gaguinho”), aproveitou-se que a imprensa “esqueceu-se” um pouco do assunto para livrar a cara de um dos seus supostos comparsas na Justiça.

Explicaremos.

Logo após a revelação dos desvios de conduta, acuado, Mané, no intuíto de transparecer “inocência”, ligou a todos os jornalistas para anunciar que havia processado Fabio Barrozo (funcionário demitido do clube, acusado de agir em conjunto com o conselheiro) e também o vice-presidente do Timão, Jorge Kalil, que, publicamente, o tratou como “ladrão”.

Porém, despacho recente, da semana passada, inserido no referido processo, diz:

“(…) homologo a desistência quanto ao pedido de notificação em face de Fabio Barrozo”

As razões são óbvias.

Mané da Carne, ou das cargas (outro de seus apelidos), temeroso do que poderia ser revelado no depoimento do suposto comparsa, não quis arriscar, preferindo manter apenas a ação contra Jorge Kalil, menos perigosa, por tratar-se apenas, se tanto, de desabafo injurioso.

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