A PM está sempre errada, mesmo quando certa

black bloc

(trecho da coluna de REINALDO AZEVEDO, na FOLHA)

Um bando de vagabundos, protegidos por boa parte da imprensa paulistana, voltou a causar tumulto em São Paulo no pós-impeachment. Como sempre, meia dúzia de gatos pingados. Como sempre, depredaram agências bancárias. Como sempre, queimaram lixeiras. Como sempre, atacaram a polícia. Uns tontos picharam a porta desta Folha com a palavra “golpista”.

Justamente a Folha, o maior celeiro de colunistas de esquerda do país. Há mais colunistas de esquerda na Folha do que no “Granma”, o jornal oficial do Partido Comunista de Cuba. Esquerdista é assim: não respeita clube que o aceita como sócio. Esquerdistas são como Gleisi Hoffmann: pensam que a Casa que os abriga não tem moral.

A PM teve de recorrer a bombas de gás. Sabem como é… A democracia de uniforme precisa de meios de dissuasão. Leio no “O Estado de S. Paulo” que, na quarta à noite, “em menos de dois minutos, os policiais lançaram 10 bombas”… Não entendi se o jornalista acha muito ou acha pouco…

Se o bando estiver quebrando um banco, atacando um prédio público ou tentando rachar a cabeça de adversários, como de hábito, acho pouco. Se estiver lendo os Evangelhos e atrapalhando o trânsito, acho muito.

Eis um vício, um sestro, uma deformação mesmo, muito típica da imprensa paulistana. A PM está sempre errada, mesmo quando certa. Entendo a razão: boa parte da mão de obra é contratada entre formados de jornalismo que tiveram aulas com professores do PSOL e do PSTU. Há até moderados dando aula. São os petistas… Mesmo quando manifestantes batem em jornalistas, estes sempre compreendem por que estão apanhando.

Eis o tipo de gente que o PT e Dilma mobilizam com a sua conversa mole de golpe.

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