Brasil vs. Alemanha, sem ufanismo

neymar olimpiadas

Logo mais à tarde, a Seleção Olímpica do Brasil, a mais reforçada do torneio (com seu principal jogador e outros que atuam em equipes Top do planeta), disputará a final dos Jogos contra uma Alemanha Sub-23, que, até mesmo na limitação da faixa etária, decidiu não ser representada pelos melhores do país.

Ou seja, os brasileiros tem, esportivamente falando, obrigação absoluta de conquistar a medalha de Ouro.

Nem de longe o embate por ser relacionado ao vexame dos sete a um, impostos pelos germânicos aos brasileiros na Copa do Mundo de 2014, quando ambos possuíam, no gramado, a melhor escalação possível.

É puro ufanismo supervalorizar a campanha brasileira, até então mesclada entre vitórias fáceis e algum sofrimento, contra equipes medíocres que definem quase a totalidade dos participantes num esporte, o futebol, que sempre deu de ombros para as Olimpíadas.

Deve sim, o Brasil, aplaudir a mudança de postura oriunda do banco de reservas, em que o treinador Rogério Micale, corajosamente, à margem da pressão pela medalha de Ouro, insistiu num sistema ofensivo que ajudou a conduzir a equipe até a final, e que merece ser melhor avaliado e observado por Tite, para aplicação na Seleção principal.

Resgatar a maneira de jogar do futebol brasileiro, se mantido no futuro, será legado muito maior do que conquistar a medalha inédita diante de adversários claramente inferiores.

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