A necessidade de voto aberto na reunião de alteração estatutária do Corinthians

andrenegãocoxinha

No final do mês, os conselheiros do Corinthians se reunirão, em Itaquera, para votar propostas de alterações no Estatuto do clube.

A mais importante e comentada trata sobre o sistema de votação.

Dentre as elencadas em vários debates, sejam presenciais ou pelas mídias sociais, três se sobressaem:

  • a situação quer manter o “chapão” (200 conselheiros, mesmo sem votos, são eleitos junto com o presidente, espécie de cabresto eleitoral);
  • grupo formado por dissidentes de situação e oposição (com alguns ex-frequentadores de gestões anteriores) quer o fim do “chapão”, mas eleições de mini-chapas, com 25 candidatos cada;
  • o grupo maior de oposicionistas, detentor de 43% dos votos no último pleito, batalha também pelo fim do “chapão”, porém com eleições proporcionais em chapas formadas por 200 nomes.

Diante do impasse, que deverá ser rediscutido nos próximos dias, um assunto absolutamente necessário tem sido deixado à margem das conversas: a necessidade clara de que a votação no Conselho se dê por votação aberta.

Em sendo fechada, sem a identificação dos votantes e suas respectivas opções, facilitará a vida daqueles que, antes das últimas eleições, enganaram os votantes ao assinar um termo de compromisso pelo fim do “chapão”, mas, em anonimato, para manter as benesses, trabalham para mantê-lo.

Enquanto isso, dos outros lados, não deverá haver surpresas.

A votação aberta, no mínimo, mesmo que nada se altere nos votos de quem assinou uma documento e, eventualmente, deixará de honrar a palavra, servirá para que os associados tomem conhecimento do episódio, evitando assim que os referidos posem no Parque São Jorge com discurso diferente do verdadeiramente efetuado.

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