Líder da oposição defende que Corinthians pague o BNDES e renegocie contrato com a ODEBRECHT

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Na última terça-feira, entrevistado que foi pelo ótimo programa “Deixa que eu chuto”, da rádio Capital AM de São Paulo, apresentado por Marcelo Batista, com as participações dos comentaristas André Muniz e Paulo Eugênio, o conselheiro e líder da oposição corinthiana, Roque Citadini, entre histórias interessantes do futebol, falou também sobre assuntos espinhosos.

Entre os quais a enorme dívida do estádio em Itaquera, utilizado pelo Corinthians, que, contados os juros e demais correções, aproxima-se dos R$ 2 bilhões.

Citadini defende que o clube priorize o pagamento do BNDES, mas renegocie os valores e condições do contrato com a ODEBRECHT.

“(…) nós temos uma dívida relevante, que é a dívida com a Caixa, que é com o BNDES… essa dívida nós vamos pagar…”.

“(…) eu acho que tem que pagar o BNDES, porque é um banco público, emprestou dinheiro, foi uma dívida que nós assumimos, vamos pagar… e as outras nós vamos discutir…”

A pendência com o BNDES, intermediada pela CAIXA, é de R$ 400 milhões.

O conselheiro alvinegro opinou, também, sobre “torcida única” nos estádios: “é o fim do futebol”, sobre a necessidade de atletas da base serem 100% vinculados ao Corinthians e também sobre a necessidade de dirigentes esportivos, que, oficialmente, não são remunerados, comprovem manter atividade remunerada fora dos clubes.

CONFIRA ABAIXO TRECHOS DO PROGRAMA, DESTACADOS PELO BLOG, COM AS DEVIDAS TRANSCRIÇÕES

Dívida do Estádio

“(…) nós temos uma dívida relevante, que é a dívida com a Caixa, que é com o BNDES… essa dívida nós vamos pagar…”

“(…) as outras (dívidas), desculpe, é uma coisa que fica no espaço de negociação e não vejo muita dificuldade, até porque a própria empresa que construiu certamente tem interesse em uma solução muito boa…”

“Nós temos uma situação peculiar, todas as empresas que construíram estádios estão mais do que enroladas na “Lava-Jato”… então eu não acho que a gente tenha que ficar cobrando “não! Temos que agora, imediatamente, pagar”… nós não vamos pagar… nós vamos pagar, eu acho que tem que pagar o BNDES, porque é um banco público, emprestou dinheiro, foi uma dívida que nós assumimos, vamos pagar… e as outras nós vamos discutir…”

Torcida única

“torcida única é o fim do futebol… eu, muito tempo, na época, ia ao Pacaembu assistir jogos do Corinthians e assistia no meio da torcida dos outros times… era comum porque era tudo misturado…”

“(…) me recordo, assisti jogo do São Paulo, jogo do Palmeiras… não havia essa separação… essa separação foi um erro da Polícia Militar de São Paulo… eles não assumem, mas foi um erro.”

“Quando você separa, como separou, você criou tribos, e essas tribos passaram a se agredir…”

“Porque quando está junto não tem muito como agredir… se você levanta e começa a falar uma bobagem lá, um outro cara do seu time levanta e fala: “Para com isso aí, senta aí seu chato”.”

“Na verdade a polícia errou e fez essa separação… essa separação só é boa para a torcida organizada… não é boa para o clube, não é boa para ninguém.”

“Por isso que eu vejo que esse negócio de torcida única é uma tragédia, uma derrota do futebol.”

“O ideal é você começar a voltar a torcida misturada… “Ah! Mas eu não vou assistir o jogo do lado dum são-paulino”… mas vem cá, sempre se assistiu…

Atletas da base 100% do Corinthians

“O Corinthians deveria ser o ponto de virada disto daí… porque o Corinthians tem condições de chegar e dizer o seguinte: “você quer jogar na base do Corinthians ? Quer jogar na nossa base ? Você vai ser 100% do Corinthians… vamos fazer um contrato, se você for bom vai evoluindo e tal… se você não for bom, aí é outra coisa”.

Dirigentes tem que ter ocupação profissional fora do clube

“eu quero só dizer uma coisa… uma das coisas mais importantes que tem para o futebol, que eu acho fundamental e, infelizmente, é um problema sério no futebol: os dirigentes tem que ter a sua profissão, o seu trabalho, a sua atividade fora do clube… quer dizer… eu estou falando do dirigente, do dirigente de futebol, do presidente, etc… esta é uma coisa fundamental.”

“eu, por exemplo, tenho minha atividade, que todo mundo sabe qual é (conselheiro do TCE-SP), eu trabalho… eventualmente me meto em futebol, mas a verdade é que é importante”

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