O “quebra-pau” por cargos na nova diretoria do Corinthians

Sete dias após o pleito eleitoral do Corinthians, certamente o mais sujo da história alvinegra tanto que permanece na justiça sob suspeita de fraude nas urnas, o deputado federal Andres Sanches, reconduzido ao cargo de presidente, não consegue apresentar a totalidade de sua diretoria, tamanhas foram as promessas que realizou, muitas das quais jamais conseguirá concretizar.

O primeiro rompimento se deu com o empresário Paulo Garcia, que entrou na disputa para retirar votos do adversário, mas não teve, como esperava, pedidos atendidos, razão pela qual decidiu melar a eleição.

Confusão também no departamento financeiro, em que Marcos Chiarastelli, preposto de Raul Corrêa da Silva, foi colocado na Superintendência como agrado ao grupo de Felipe Ezabella, mas, dias depois, foi afastado, por conta, tudo indica, de movimentações de bastidores indicando traição dos “Obsessivos’, agora “Corinthians Grande”, na indicação do nome que disputará a presidência do Conselho.

Permaneceu apenas Wesley Melo, ligado aos “Fora Dualib”, indicação de Eduardo “Gaguinho” Ferreira.

Nem mesmo Olivério Junior, agente de jogadores que, nas horas vagas, assessora Andres Sanches e Paulo Garcia, escapou das brigas e tem encontrado dificuldades para se colocar na Diretoria de Comunicação do clube diante de problemas do convivência, que já existem há algum tempo, com Luis Paulo Rosenberg, espécie de “Primeiro Ministro” da atual gestão.

Durante a semana, o Coronel Dutra, chefe de segurança há doze anos no Corinthians, dono de segredos importantes dessa gente, alguns passíveis de serem contados no distrito policial, foi inusitadamente demitido.

A versão oficial dá conta de contenção de despesas, mas fala-se também que Dutra queria sair e para não deixar o clube de mãos abanando acertou-se para ser colocado para fora, versão esta mais plausível diante do que poderia ocorrer se fosse contrariado.

Veremos, agora, quem será o “padrinho” ligado à nova equipe de seguranças do clube.

O futebol também enfrenta grande disputa pelo cargo principal.

No dia da vitória de Andres Sanches, o diretor de futebol era Duílio “do Bingo”, que, durante a semana foi rebaixado a “adjunto”, por enquanto, de ninguém, deixando livre a pasta para alocar beneficiado por promessa de campanha.

A disputa é árdua.

Por exemplo, o deputado federal Goulart, ligado aos Gaviões da Fiel, que teve Eduardo “Gaguinho” Ferreira ocupando cargo em seu gabinete, precisa ser atendido, e batalha em duas frentes: a direção de futebol (que está vaga) e a presidência do Conselho.

Atender Goulart, que apoiou Paulo Garcia nas eleições, poderia amenizar o desconforto do empresário e, em consequência, a ação que tem por objetivo anular as eleições do Corinthians.

Certo é que Andres Sanches prometeu, para vencer, muito mais do que poderá oferecer, gerando um quadro grande de insatisfação, mas, sabe-se também que muitos dos indignados atuais, dependendo doutros “oferecimentos”, não se constrangerão em acentuar ou apaziguar a fúria, desde que outra “solução” seja encontrada, a contento, para saciar bolsos ou possibilidades de poder.

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