Corinthians, Maycon e o sistema “encosta, empresta, vende e divide”

Maycon

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Desde 2007, quando a gestão “Renovação e Transparência” assumiu o Corinthians, seus principais nomes passaram a viver de negócios realizados pelo (e dentro do) clube.

Os menos importantes lucram com pequenos golpes (ingressos, etc.), enquanto os mais relevantes ficaram milionários, quase sempre fazendo transações ligadas ao futebol, seja o profissional ou o de base.

Dentre as práticas mais utilizadas, está a de aproveitar os jogadores que estouram a idade do sub-20 e precisam se encaixar na equipe profissional.

Porém, em vez de alça-los ao time principal do Corinthians (ação que impediria contratações suspeitas de jogadores em benefício de conhecidos empresários, entre os quais Carlos Leite e Fernando Garcia), utilizam-se (os conselheiros e dirigentes) de um procedimento linear: encosta, empresta, vende e divide.

Explico com exemplo recente: na última Copa São Paulo de Juniores, o atleta Maycon (empresariado por Fernando Garcia) destacou-se , tornando-se artilheiro do campeonato. Em sequencia, o contrato foi renovado, mas nunca mais se escutou falar do jogador.

Foi encostado.

Após um período sumido, surge a informação de que o Corinthians acaba de emprestá-lo para a Ponte Preta, clube treinado por Eduardo Baptista, treinador ligado a Andres Sanches, não por acaso, sócio de Garcia em transações de jogadores.

O mesmo sistema foi utilizado com outra joia da base, o volante Mariel, emprestado ao Cruzeiro em troca do reserva Marlone.

Em breve, os próximos passos, habituais, serão executados (repetindo dezenas doutros realizados no Parque São Jorge): atletas vendidos e os lucros divididos.

O Corinthians receberá a menor fatia do bolo (quase um comissionamento) enquanto empresários e conselheiros envolvidos ficarão ainda mais milionários.

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