O que será da Rio 2016 ?

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(Trecho da coluna de JUCA KFOURI, na FOLHA)

Que anúncio a Rio-16 fará do Brasil?

Já se disse que receber uma Copa do Mundo de futebol, ou uma Olimpíada, é uma ótima oportunidade para fazer o anúncio de um país.

Com um risco: o de fazer um mau anúncio.

A Copa do Mundo, apesar de todos os pesares que tão bem foram previstos e hoje conhecemos detalhadamente, foi saudada pelo mundo que nos visitou.

É claro. Os nossos problemas são nossos, não dos que nos visitaram.

E a Olimpíada?

A pouco mais de um mês da abertura, tirante a certeza de que o carioca receberá o evento com a hospitalidade que o caracteriza, o que esperar?

Os primeiros sinais são de alerta total e são negativos.

Atletas estrangeiros já foram assaltados e os que treinaram nas águas poluídas das lagoas cariocas e da baía da Guanabara estão alarmados.

O assalto aos caminhões da TV alemã também não servem à propaganda das autoridades.

Arrastões se sucedem, pessoas são mortas em ações criminosas da polícia, balas perdidas acham vítimas inocentes, a Linha Vermelha é tinta de sangue, instalações olímpicas são bafejadas por mau cheiro, teme-se o colapso dos hospitais e as manifestações de funcionários públicos com salários atrasados.

A Rio-16 se apresenta como passo maior que as pernas e até os exames antidoping, como na Copa, estão sob suspeita e, por enquanto, serão feitos fora do Brasil.

Batamos três vezes na madeira para isolar: que não morra nenhum atleta será a maior medalha que poderemos ganhar.

E, por favor, o momento não comporta as ridículas reações bairristas.

Em qualquer outra cidade brasileira os riscos e os problemas seriam, exatamente, os mesmos.

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