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Chineses demitiram Luxemburgo por suspeitas mais graves do que as divulgadas

Luxemburgo e Ye Ming
Luxemburgo e Ye Ming

Não foi apenas o “pojeto” fracassado de futebol que acelerou o processo de demissão do treinador V(W)anderlei(y) Luxemburgo do inexpressivo Tianjin Quanjian, que deixou apenas na modesta 8ª colocação da segunda divisão local.

Há suspeitas ainda mais graves.

E nem se trata do óbvio, ou seja, esquema de remuneração “extra-oficial”, oriunda de comissionamento de transações de jogadores ou percentuais de seus salários (há inúmeros relatos desse tipo de procedimento na carreira do treinador), mas de possibilidade de lavagem de dinheiro de milhões de dólares.

A história, que está sendo apurada pelos órgãos federais locais, dá conta da utilização de uma empresa petrolífera (fornecedora da Petrobrás), para envio de dinheiro não contabilizado ao Brasil, que retornaria aos verdadeiros destinatários em pagamentos justificados por prestação de serviços não realizada.

Esquema que a “Lava-Jato” está cansada de revelar, quase que diariamente.

Tudo indica que a alta cúpula da equipe chinesa (os donos) teria sido enganada por gestores do clube, em associação com Luxemburgo.

O papel do brasileiro, que no Tianjin, mais do que treinador, ocupava a função de manager, era o de propor soluções que obrigassem o clube a gastar muito dinheiro (as contratações de Luis Fabiano, Jadson e Geuvânio estariam inseridas neste contexto), que, nas mãos dos gestores era desviado para a petrolífera, para, em sequencia, ser lavado no sistema explicitado acima.

Outro exemplo gritante de transação suspeita foi a contratação de um goleiro chinês por R$ 43 milhões, o dobro, por exemplo, do que foi pago na aquisição de Jadson (R$ 21 milhões), bem mais consagrado.

A sobra seria divida entre os envolvidos.

Para “fiscalizar” o trabalho de Luxemburgo, a petrolífera inseriu um de seus funcionários na Comissão Técnica, o chinês Ye Ming, ocupando o estratégico cargo de “tradutor” do treinador.

Antes disso, o chinês, que nuca trabalhou no futebol, era mero vendedor da empresa, conforme comprova trecho de matéria da Rede Globo (que reproduzimos abaixo), quando da estadia dos chineses em pré-temporada em Atibaia (conhecido reduto de remuneração do vulgo “Madureira”)

O caso está sendo investigado pelos órgãos locais e poderá também ter desdobramentos no Brasil, e, em comprovados, podem interceder em boa parte da multa rescisória de R$ 27 milhões que Luxemburgo e alguns casinos de Las Vegas, por hora, comemoram.

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3 comentários sobre “Chineses demitiram Luxemburgo por suspeitas mais graves do que as divulgadas

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