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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Melhor viver uma vida de luta e batalhas do que viver uma vida de mentiras e falsidade”

Beto Braga – pensador


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Combate

Por diversas ocasiões tive vontade de desistir de combater as maracutaias existentes no imundo bastidor do futebol, especialmente, no setor de árbitros, onde, deste meu tempo de escola, um procurava prejudicar o outro, fato que, entendo, se repete nos dias atuais, com árbitros se argolando com dirigentes da CBF, federações, políticos, jornalistas, gente ligada a policia, justiça, promotoria e demais, com proposito de garantir escalas, submetendo-se, trocar favores

Recaída

Quando da elaboração da penúltima coluna, senti forte desestimulo, vez que, nada mudou, ao contrário, as coisas ruins aprimoradas, os autodenominados “defensores” da categoria, sempre fizeram e fazem olhos turvos diante das agressões que foram e são praticadas contra os árbitros, principalmente, os de pouca nomeada

Cada um pra si

Na esperança de alcançar seus objetivos, temendo ficarem fora de escala, os árbitros não oferecem nenhuma reação; muitos, por ter na atividade o principal meio de sobrevivência, outros, para complementar os valores mensal recebidos em suas atividades profissionais, poucos, por ostentação e contorno para conseguir o afamado Habeas Corpus caseiro

Persistirei

Passado os instantes de abdicar da luta, contornei a situação, cônscio que nunca fugi ou fugirei da luta; sendo assim, manterei o compromisso com meu imaginário, afirmando: A luta continua

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Abdicou

Segundo publicação do site Apito Nacional; Flavio Rodrigues Guerra rejeitou da atividade árbitro de futebol, ingressando em uma rede de comunicação para exercer a função de comentarista

Histórico

Conheci Flavio Rodrigues Guerra no tempo que mantive coluna no site da AAGSP, da qual me afastei, por não concordar com Arthur Alves Junior, para quem afirmei que nunca fui, nem serei sabujo de quem quer que seja

Primeira escala

Durante aquele tempo, pouco conversei com Flavio Rodrigues Guerra, a principal e mais longa, ocorreu na porta da AAGSP, quando foi escalado pela primeira vez na divisão principal do futebol paulista

Apreciação

Na ocasião, o chamei de lado dizendo: Sabes arbitrar, não te envolvas com dirigentes, ou pessoas ligadas ao futebol, cumpra seu dever, aplique as leis do jogo

Escorregou

Cada um sabe aonde quer chegar, uns são impedidos por não ceder, outros procuram encurtar caminhos para galgar degraus; neste caso, enquadro Flávio Rodrigues Guerra por ter frequentado os imundos bastidores e, ter convidado para padrinho de casamento, o latinha esculpida nos ombros que presidiu a CA-FPF até a explosão do caso Arthur Alves Junior

Prestigiado

Estranhamente, do convite e o aceite, Flavio Rodrigues Guerra entrou no rol dos privilegiados nas escalas, tendo atuações nada convincentes aos olhos dos analistas e conhecedores das leis do jogo

Anseio

Que em sua nova atividade, Flavio Rodrigues Guerra, seja autentico, não se esquecendo de que como seus antigos colegas, principalmente, os FIFA, muitos deles contratados por emissoras de rádios e TVs, nunca moveu uma palha em defesa da categoria

Só Agora?

Empunhar o microfone dizendo que a classe inexiste é a baba do quiabo; na ativa enfiaram a viola no saco e dançavam no ritmo dos nojentos interesses que agridem as leis do jogo, principalmente, os entusiasmados e sinceros torcedores

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2ª Rodada de Série A do Brasileirão – 2016

Sábado 21/05

Ponte Preta 2 x 1 Palmeiras

Árbitro: Leandro Pedro Vuadem (FIFA-RS)

Item técnico

Contou com a precisa participação do árbitro assistente 01: Daniel Paulo Ziolli, com isso, acertou por ter apontado impedimento do palmeirense Gabriel Jesus, no lance que terminou com a bola no fundo da rede equipe campineira, vez que, mesmo a redonda tendo sido tocada por zagueiro, por estar impedido, Gabriel Jesus, tirou proveito do fato

Item Disciplinar

Referente aos 04 cartões amarelos para atletas da Ponte Preta e 04 para atletas do Palmeiras, dentro do aceitável

Expulso

Quanto à extrusão do treinador palmeirense Cuca, por correta reclamação sobre falta não ocorrida em um dos seus defensores, certamente, deve ter ocorrido por subserviência aos desejos do presidente da CA-CBF: Sérgio Correia da Silva, o cara que se argola com todo e qualquer dirigente para continuar no cargo, seu interesse sempre foi pessoal, nunca em defesa dos árbitros

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Domingo 22/05

Vitória – BA 3 x 2 Corinthians

Árbitro: Heber Roberto Lopes (FIFA-SC)

Item Técnico

Quanto a ter validado o segundo tento da equipe da casa, reclamado por defensores corintianos como ilegal; mesmo estando distante dos fatos, o árbitro acertou

Item Disciplinar

Foi correto por ter advertido 05 defensores do Vitória e 04 do Corinthians

Expulso

Vander, defensor da equipe baiana, próximo ao fim da 1ª etapa, reclamou e recebeu o amarelo, concidentemente, beirando o término na 2ª etapa, Vander tornou a reclamar; não deu outra! Foi expulso corretamente

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Quarta feira 25/05

Figueirense 2 x 2 Santos

Árbitro: Wagner Magalhães (ASP-FIFA-RJ)

Item Técnico

Apontou corretamente duas penalidades máximas a favor da equipe santista, uma em cada tempo do jogo; que, pós-cobrança, terminaram com a bola no fundo da rede da equipe da casa

Lesou

Por volta do 16º minuto da segunda etapa, Thiago Maia, defensor santista, cometeu penalidade máxima no oponente Ferrugem, e, ignorada pelo árbitro. Considerando 90% de possibilidade de a penalidade ser convertida em gol, o Figueirense ficou no prejuízo

Item Disciplinar

Agiu bem por ter advertido com o cartão amarelo: 02 defensores da equipe da casa e 03 santistas; como também, por ter dado cartão vermelho para o santista Gustavo Henrique, no momento que deu pontapé no peito do oponente Dudu

Quinta Feira 26/05

Corinthians 3 x 0 Ponte Preta

Arbitro: Elmo Alves Resende da Cunha (ESP-GO)

Item Técnico

Estava bem colocado, viu e, mesmo assim, deixou de marcar falta penal cometida por Kadu, defensor da Ponte Preta, no corintiano: Marquinhos Gabriel

Item Disciplinar

Advertiu corretamente com cartão amarelo três defensores de cada equipe

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Politica

lava jato 1

O impacto da Lava-Jato

Quando afirmou, na gravação divulgada quarta-feira, que “a Odebrecht é uma metralhadora de ponto 100”, o ex-presidente José Sarney referia-se, na verdade, à Operação Lava Jato e aos estragos que vem produzindo entre os políticos.

Até agora, a atuação do Ministério Público Federal do Paraná e do juiz Sérgio Moro contra a corrupção não conseguiu ser contida. Mas o jogo de forças para acabar com esse combate é amplo e poderoso.

A presidente Dilma, por exemplo, afirmara há pouco menos de um ano que “não respeita delatores”, sem ter levado em conta, então, que foi ela própria que sancionou a lei que instituiu a delação premiada. Com isso, já tentava pulverizar a Lava Jato, por contrariar seus interesses imediatos.

De lá para cá, não há candidato a enrosco na operação nem advogado que o defenda que não combatam a delação premiada. O PT, até mesmo em documentos oficiais, faz o que pode para tentar desmoralizá-la. Vem apontando-a como instrumento “seletivo” a serviço do “golpe”, embora a festeje quando os acusados são gente do PMDB e do PSDB. Projeto de lei que proíbe a delação premiada de réu na cadeia, de autoria do deputado Wadih Damous (PT-RJ), está em tramitação na Câmara, em nome do PT, e nisso converge a já conhecida posição do presidente do Senado, Renan Calheiros.

O quase ministro Antônio Claudio Mariz de Oliveira chegou a assinar manifesto contra a delação premiada em que afirma tratar-se de recurso que leva à condenação sem processo. Em consequência dessa posição, deixou de ser nomeado ministro da Justiça pelo presidente em exercício Michel Temer, como era iminente.

O senador Romero Jucá, em declaração gravada como armação pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado para servir de abraço de afogado e levar junto com ele pesos-pesados da política, sugeriu a costura de um pacto entre políticos para bloquear a Operação Lava Jato.

Enfim, o instituto da delação premiada está apavorando os políticos e os corruptos porque produz resultados. A corrupção é velha de guerra, mas no Brasil tornou-se endêmica, principalmente em consequência dos esquemas em vigor que sustentam os financiamentos de campanha eleitoral.

Essa é uma das razões que pedem profunda reforma política. Infelizmente, este é um projeto que não avança porque os representantes do povo, que foram eleitos graças a esse jogo e com ele alimentam suas bases de sustento, não querem acabar com ele.

Em compensação, a luta contra a corrupção virou bandeira popular. As tentativas de abafar a Lava Jato vêm tendo imediata reação e já não há político que ouse publicamente alinhar-se contra ela. Por enquanto, as tentativas destinadas a limitar sua força esbarram na forte indignação da opinião pública.

O líder da força-tarefa do Ministério Público Federal do Paraná, Deltan Dallgnol, avisa que é preciso reforçar a luta contra a corrupção para impedir que ela se esvaia. E sugere a aprovação de dez medidas já encaminhadas com o apoio de mais de 2 milhões de assinaturas.

Mas ninguém se iluda, tal como aconteceu na Itália, onde os políticos conseguiram pulverizar a Operação Mãos Limpas, a tentativa é de fazer o mesmo com a versão brasileira.

Autor: Celso Ming – jornalista e colunista do Estadão

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Finalizando

“O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano”

Isaac Newton – foi um conhecido cientista inglês

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-28/05/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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