Advertisements
Anúncios

Soberano classificado depois de um primeiro tempo inesquecível

spfc cam

Por JUCA KFOURI

Se os primeiros 90 minutos do embate entre São Paulo e Galo decepcionaram no Morumbi, no Horto os 45 seguintes foram de arrepiar.

O Galo vinha de fazer gols relâmpagos nos três jogos que fez em casa na fase de grupos: aos 3 minutos contra o Independiente del Valle e no primeiro minuto contra Colo Colo e Melgar.

Já contra o Racing, nas oitavas de final, não foi assim, pois o 1 a 0 só saiu aos 26.

Diante do São Paulo valeu a escrita: aos 6 Cazares fez 1 a 0 e aos 11 Carlos ampliou.

No 1 a 0, Denis deu azar. Porque espalmou como podia um chute forte de Marcos Rocha e o rebote de Cazares bateu em seu pé antes de entrar.

No 2 a 0, Douglas Santos fez um cruzamento longo da esquerda para direita e Carlos cumprimentou nas costas de Rodrigo Caio.

Parecia mentira e a vaga estava na mão.

Mas não estava.

Porque Maicon diminuiu aos 14, aproveitando escanteio pela direita.

Tudo verdade.

Com 22 minutos de jogo Leonardo Silva carimbou a trave tricolor e sofreu um pênalti de Hudson, não assinalado pelo assoprador, embora fosse lance mais para o levantador de bandeirinha.

Mas Calleri fez Victor se virar e, aos 46, Rodrigo Caio devolveu a bola na trave mineira.

Só com muito coração era possível não ficar com ele na boca.

E ainda faltavam os 45 minutos que definiriam um jogo espetacular.

No intervalo, a vaga era paulista.
Na volta, Diego Aguirre tirou Carlos e pôs Carlos Eduardo no lugar dele.

Cazares voltou com o diabo no corpo e Lucas Pratto ainda não tinha aparecido, diferentemente de Calleri.

Só aos 8 minutos o São Paulo atacou pela primeira vez e o time de Edgardo Bauza mais truncava o jogo que jogava.

Aos poucos, o Tricolor quebrava o ritmo do Galo e conseguia escanteios sucessivos.

Com o perdão do chavão, o São Paulo cozinhava o Galo.

Aos, em troca de bola envolvente, Ganso acabou chutando fraco para Victor pegar.

O segundo tempo tinha mais cara de jogo estudado, nada a ver com o primeiro, e mais de acordo com o que interessava ao São Paulo, seguro, maduro, competitivo.

Aos 23, Thiago Mendes foi trocado por Wesley e Patric por Clayton.

Pratto preocupava.

Aos atleticanos porque não aparecia. Aos são-paulinos porque vai que ele resolvesse aparecer…

O São Paulo era puro Bauza. Não é preciso vencer fora de casa para seguir adiante e, aos 30, com Wesley, de fora da área, fez Victor se virar.

Michel Bastos saiu e Matheus Reis entrou.

Aos 34, Clayton teve o terceiro gol aos seus pés depois de se livrar de Maicon na marca de pênalti, mas chutou para fora.

O São Paulo reteve a bola durante um minuto entre 37 e 38 minutos.

A torcida saudou a entrada de Dátolo com o coro de “eu acredito”, aos 40. Eduardo saiu.

Drama no Horto.

Calleri saiu para entrada de Alan Kardec. O tempo passava.

E passou.

O São Paulo também.

Passou para as semifinais e fez para tanto ao marcar um gol e jogar impecavelmente o segundo tempo, que teve nada menos que cinco minutos de acréscimos.

Os visitantes devolviam aos anfitriões a eliminação de 2013.

Advertisements
Anúncios

Facebook Comments

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá, seja bem vindo ao Blog do Paulinho ! Deixe aqui suas dúvidas, sugestões e denúncias. Todas as mensagens serão lidas
%d blogueiros gostam disto: