Dramaticidade! Uma visão poética do Super Bowl
Por MICHELL MANSUR
Aos olhos do mundo inteiro e ao vivo, faltam 20 segundos, 1 jarda e Seattle ainda tem mais 3 descidas. Gisele Bundchen a essa hora já se desespera nas tribunas. Ali está o melhor Running back da NFL é só dar a bola na mão dele, um abraço, escrever o nome na história.
Quantas pessoas já nas ruas comemorando, quantas outras chorando!
Eis que vem o snap e voilá…… é uma situação de passe a bola viaja por 1 milésimo de segundo até cair na mão de quem? De quem? Todos olham incrédulos, o defensor agarrou a bola, arrancou da mão do adversário com uma velocidade incrível de reação. Quem estava chorando agora ainda não consegue acreditar para rir, nem quem estava comemorando ainda não conseguem acreditar para chorar, de repente tudo estava ao contrário e todo mundo reparou.
Não dá pra entender quanta não superficialidade há nisso.
Parece um poema épico como Ilíada, ou uma musica trágica de Richard Wagner, que espetáculo, tudo isso escrito e composto ao vivo sem a platéia nem mesmos os autores saberem o final da trama que vai ser ecoada dali durante muito anos.
Nietzsche suspiraria ao ver tal cena.
Que os deuses gregos abençoe o esporte, como eu o amo.
*Em partida épica, que decidiu o 49º Super Bawl, o Patriots, com direito a quebra de recorde de Tom Brady (12 passes para touchdown, que era da lenda Joe Montana), venceu o Seattle Seahawks por 28 a 24, sagrando-se campeão de Football.

