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O drama do câncer gástrico no Brasil

Criada em 14 de junho de 1999, a Associação Brasileira de Câncer Gástrico tem batalhado, incessantemente, para viabilizar uma campanha de prevenção à doença no Brasil.

Reuniões com diversas autoridades, inclusive do Governo, já foram realizadas.

Médicos renomados, dos principais centros universitários do país, têm realizado verdadeira jornada dupla, quando não tripla, conciliando seus afazeres com palestras e encontros de conscientização à sociedade.

Trata-se, porém, apenas do início da caminhada.

Não há como obter avanços sem a adesão daqueles que possam, cada qual a seus limites, contribuir para o aprofundamento das discussões e também a viabilização, financeira, de novas técnicas que possam aproximar os pacientes da possibilidade de cura.

Dentre os objetivos principais da Associação, destacamos:

  • a criação do Registro Nacional de Câncer Gástrico, que trará informações precisas e fundamentais para a prevenção dessa doença;
  • a criação de uma campanha de conscientização e prevenção inéditas no Brasil, e que agora já se estende também à América Latina;
  • a criação de ‘gastric cancer awareness day’ e um ‘gastric cancer month’, não só no Brasil, mas também no restante do planeta;
  • a realização de uma campanha de prevenção do câncer gástrico no Brasil, e em paralelo na América Latina, nos moldes feitos de maneira pioneira no Japão nos anos 60-70, e mais recentemente na Coreia do Sul e na China.

O primeiro passo foi dado em 2017 ao criar-se o Dia da Conscientização do Câncer Gástrico, a ser comemorado em 28 de setembro, através do Projeto de Lei 127, elaborado pelo Deputado Estadual Marcio Camargo (PSD) conjuntamente à ABCG, lançado em 29 de setembro de 2017 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que aguarda, ainda, a votação final.

Segundo dados da International Agency for Research on Cancer (IARC), as estimativas são que o câncer de estômago, relembrado pela população após a incidência no Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, será o QUINTO em incidência de casos novos no mundo, e o TERCEIRO em mortalidade por câncer no mundo.

O órgão alerta ainda que, no biênio 2018-2019, cerca de 20.927 casos novos ocorrerão, em estimativa, no Brasil.

A mortalidade prevista é de 15.796.

Ou seja, cerca de 75% dos pacientes não sobreviverão

Menos de 20% dos casos novos de câncer gástrico diagnosticados no Brasil estarão vivos, 5 anos após o diagnóstico.

Porém, tudo muda se a doença for revelada em exames de prevenção.

Tratados a tempo, os pacientes atingem entre 95 e 100% de cura nas fases iniciais, enquanto, nos que estiverem mais avançados, após tratamento, em 60% dos casos, poderá haver sobrevida relevante.

Os números comprovam, principalmente na área da saúde, a sabedoria inserida nos dizeres do velho ditado popular de que “é melhor prevenir do que remediar”.

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