Candidato a presidente do Corinthians, Roberto “da Nova” Andrade tropeça em programa “armado” para ajudá-lo

roberto andrade

Poucas vezes o nome de um programa de televisão representou tão fielmente o que se observou na telinha, como ocorreu com o “Baita Amigos”, apresentado pelo ex-jogador Neto, na BAND SPORTS.

Foram trinta tristes minutos para a história do jornalismo brasileiro.

O entrevistado, Roberto “da Nova” Andrade, teve a seu dispor um programa claramente “armado” para beneficiá-lo, com perguntas que mais pareciam um passe açucarado em direção ao gol, não contando, porém, com a inabilidade de conclusão de um “centroavante” sem nível para “jogar” num clube com a grandeza do Corinthians.

Diversas vezes o entrevistado foi salvo pelo apresentador, Neto, que, além de responder questões dirigidas ao candidato – em atitude surreal – antes mesmo de iniciar o bate-papo, declarou-lhe voto explícito, dando mostras do que viria pela frente.

Porém, mesmo protegido, “Da Nova” conseguiu escorregar :

“Investimento existe, o que não tem é prioridade”, disse ao falar sobre as categorias de base alvinegras, confessando a incapacidade de gestão de uma diretoria da qual é dirigente, inclusive de futebol, há sete anos.

Na sequencia, nova “pérola”:

“Minha experiência na prestação de serviços, aonde trabalho, me qualifica para melhorar a prestação de serviços no clube social”.

Vale lembrar que Roberto Andrade é vendedor de automóveis numa Concessionária Chevrolet no bairro do Tatuapé.

Sobre a situação financeira do Corinthians, Andrade “tranquilizou” torcedores e associados:

“O importante não é ter dinheiro, é ter crédito. E isso nós temos, credibilidade…”

Os agentes da Receita Federal, que indiciaram o candidato e três de seus comparsas, entre os quais seu candidato a vice, André Negão, por crime de Sonegação Fiscal, quase cairam da cadeira ao escutar tão sensata e verdadeira declaração.

Em português, digamos, peculiar, “Da nova” tentou explicar as razões do Corinthians não conseguir comercializar os camarotes do “Fielzão”:

“A gente TAMOS (sic) comercializando os camarote (sic), mas ainda está muito tímido (sic)”.

Depois dessa, o apresentador Neto declarou o programa encerrado, com ar de constrangimento, mas cumpridor de suas obrigações, sem culpa alguma da mediocridade daquele que lutou para defender.

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