Ministério Público quer obrigar respeito a lugares marcados nos estádio. Menos para “organizadas”…

capez marin del nero

Há diversos mistérios nas relações do Ministério Público de São Paulo com as facções criminosas “organizadas”, tratadas como “Torcedores”, que ninguém consegue elucidar.

Desde os tempos em que o agora Deputado Estadual Fernando Capez enganava como promotor.

Qual a razão da subserviência, diária até conivência, com os grupos que, abertamente, praticam atos criminosos, não apenas nos estádios, mas também nas mais diversas cercanias ?

É absolutamente impossível que um promotor do órgão, por menos informado que seja, não saiba que essas facções são geridas por grupos de altíssima periculosidade, tamanha as evidências, entre elas frequentes apreensões de drogas, armas, produtos de roubo, entre outras coisas, sempre em grande quantidade, nas sedes da marginalidade.

Agora, o MP-SP diz que cobrará de cada clube de futebol a obrigatoriedade do respeito aos lugares numerados vendidos em seus respectivos estádios.

Uma atitude correta, apesar de óbvia, e que deveria, desde já, estar em aplicação.

Porém, os promotores deixam claro uma ressalva: “menos nos setores das organizadas”.

É uma aberração.

Porque marginais, que utilizam o futebol como pretexto para delinquir, devem ter o privilégio de ter lugar reservado, além de escolta policial, enquanto os verdadeiros torcedores, aqueles que tem por objetivo assistir a partida, consumir produtos do clube, e não causar confusão precisam lutar pelos espaços que sobram para assistir o espetáculo ?

Erra e muito o MP-SP.

Mas por que ?

Medo ?

Ou desejo, assim como ocorreu com Fernando Capez, de sair das salas nem sempre arejadas do órgão, e trocar o cafezinho mal passado por luxuosos gabinetes nas Assembleias e Câmaras destinados a políticos, que, por razões óbvias, não dispensam o apoio das “organizadas” ?

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.