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Grupo de Andres Sanches “queima” nomes de parentes em golpe de R$ 62 milhões

Andres Sanches e a lavagem de dinheiro: testemunha depõe hoje

Após diversas denúncias, referendadas por investigação da Receita Federal, descobriu-se que o grupo de empresas ligadas ao Deputado Federal Andres Sanches (PT), com a denominada “SOL EMBALAGENS” de carro chefe, apresentadas no Parque São Jorge como “potencias empresariais”,  era, na verdade, fachada para o famoso golpe, tratado no mundo da criminalidade como “Arara”.

Há indícios de que trabalhavam com o objetivo principal, antes do ex-presidente do Corinthians imaginar que poderia se dar bem na vida, de praticar diversos crimes, entre eles, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, golpes em instituições bancárias, etc.

Porém, após dezenas de praticas delituosas, fez-se necessário “queimar” o nome de dois membros importantes do grupo, além doutros “laranjas” menos influentes, no intuito de arrecadar substancial quantia, enquanto os outros, com SPC/SERASA intactos, se necessário fosse, ficariam de sobre aviso.

Andres Sanches, inclusive.

Não se sabe por qual critério, os escolhidos para sujar o “prontuário” foram José Sanchez Oller, primo do novo Deputado Federal pelo PT, autor de quase todas as dívidas e Wagner Martins Ramos, proprietário, no papel, da factoring New But, do Uruguai, dona da famosa “Salamandra”, de Campinas, local em que dinheiro do PT e também da MSI entravam e saiam do país.

O golpe, aplicado em Camaçari/BA, São Paulo, Caieiras/SP, Carapicuíba e noutras cidades diversas, consistia em enganar, em sua grande maioria, pequenas instituições financeiras, que tem por hábito cobrar juros mais altos do que os praticados no mercado, e tem menor restrição para avaliação de crédito, apesar de que, algumas grandes, como os Bancos Santander e Itaú, também tenham caído no conto.

Oller tinha 25 empresas – algumas também “queimadas” durante o golpe – registradas em seu nome, ou seja, bem trabalhadas à ocasião para lhe dar a fama de empresário “bem sucedido”, abrindo-lhe as portas para empréstimos volumosos.

Prestadores de serviço também ficaram a ver navios, entre eles a gigante Microsoft.

Até onde se tem registro (pode ser muito mais, com ações de cobrança que ainda podem surgir) a prática rendeu à “organização” impressionantes R$ 62 milhões, em números arredondados.

Entre as vítimas estão: Banco Votorantim, Santander, Banco Cédula, SAFRA, Banco Fibra, Prefeitura Municipal de Carapicuíba, Banco Itaú, BIC Banco, Microsoft Corporation, Banco BVA, Banco do Nordeste, etc.

Os “devedores” oficiais são, além de José Sanchez Oller, também Débora Sanchez Oller, Wanderley Gomes Gallego, Vera Godoy Luisi, Vicente Antonio Luisie as empresas Sol Embalagens (ex-carro chefe, com pedido de falência na Justiça), JSO Participações, Sol Locadora de Veículos, Diversa Distribuidora de Plásticos, Sol Tainer Distribuidora de Plásticos, Bahia Embalagens Plásticas.

O mais procurado, e condenado pela Justiça, é José Sanchez Oller, presente em 90% das ações.

Despachos judiciais já mandaram liquidar seus bens dezenas de vezes, e, em alguns casos, até arrombar a residência, com ordem para pegar qualquer objeto de valor existente no local.

Evidentemente, Oller deu de ombros, com perdas calculadas e ganhos, para todos os envolvidos, que, certamente, devem superar qualquer execução.

oller 1 oller 2 oller 3 oller 4

processo 1

Relação: 0331/2013 Teor do ato: CERTIDÃO – MANDADO CUMPRIDO NEGATIVO CERTIFICO eu, Oficial de Justiça, que em cumprimento ao mandado nº 100.2013/095815-7, por diversas vezes, dirigi-me à Rua Professor Alexandre Correia, n.º 340, Jardim Vitória Régia – CEP 05657-230, São Paulo, como nos dias 10/10/2013 e 26/10/2013, não tendo logrado êxito em encontrar o executado em nenhuma das oportunidades, sendo que, após insistir muito em todas as ocasiões, tocando o interfone do referido edifício incessantemente, já que não existe porteiro ali, após não ter sido atendido nenhuma vez, consegui falar com alguém que se identificou como filho do executado, que informou que o mesmo não se encontrava ali, não sabendo informar dia e horário em que o executado pudesse ser localizado, sendo assim, DEIXEI por ora de proceder à CITAÇÃO de José Sanchez Oller. Em face ao exposto devolvo o mandado em cartório para os devidos fins de direito. O referido é verdade e dou fé. São Paulo, 29 de outubro de 2013. Advogados(s): Flavio Antonio Esteves Galdino (OAB 256441/SP), GUSTAVO FONTES VALENTE SALGUEIRO (OAB 135064RJ)

processo 2

Remetido ao DJE
Relação: 0286/2014 Teor do ato: Vistos. Fls. 179/198: Reitero fls. 163 e 173, não se vendo matrícula atualizada das garagens. Por ora, defiro apenas a penhora nas residências dos executados, autorizados arrombamento e força policial, se necessários. Com a apreensão, remoção e depósito das coisas penhoradas em favor do credor, art. 664 do Código de Processo Civil, assim como a remoção devido à facilidade de deterioração e manifesta vantagem às partes, ficando intimado o devedor na pessoa de seu procurador constituído, ou por carta registrada no endereço fornecido nos autos, para oferta de defesa se o caso for (título judicial). Devendo o credor e seu patrono fornecer todos os meios, cabendo ao Oficial de Justiça designado contatar o advogado para agendamento da diligência. Outrossim, informe o credor quanto ao interesse no exercício da adjudicação, art. 647, I, do Código de Processo Civil. Após, no desinteresse, providencie demonstrativo atualizado do débito, recolhimento da diligência/taxa de postagem para intimação, art. 238, Parágrafo único, do Código de Processo Civil, por carta ou mandado, combinado com o art. 687, § 5º, e a publicação dos editais para a realização de leilão. Depois, serão apreciados os demais requerimentos. Int. Advogados(s): Paulo Henrique Brasil de Carvalho (OAB 114908/SP), Luciana Cristina de Freitas Souza Gonçalves (OAB 165846/SP), Fernando Koin Krounse Dentes (OAB 274307/SP), Cláudio Calmon Brasileiro (OAB 14782/BA)

RELAÇÃO DE EMPRESAS EM NOME DE JOSÉ SANCHEZ OLLER, QUASE TODAS NO MESMO ENDEREÇO, RUA ALVARENGA PEIXOTO, nº 143,  E SUAS LIGAÇÕES COM ANDRES SANCHES (PT)

SOL AMERICA INDUSTRIA E BENEFICIAMENTO DE PLASTICOS LTDA

Andres Sanches fazia parte do contrato social, mas retirou-se, espertamente, antes do golpe.

Logo depois, a empresa foi dissolvida.

sol america

QUIRON DISTRIBUIDORA DE EMBALAGENS LTDA

Em nome de Andres Sanches, que novamente se retirou antes do golpe e José Sanches Oller, também dissolvida.

quiron

SOL INDUSTRIA E COMERCIO DE PLASTICOS LTDA

Aberta em nome de José Sanchez Oller e Ismael Pugliesi.

Sanches entrou no contrato social pouco depois.

A empresa foi dissolvida.

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SOLPACK LTDA

A SOLPACK não tem Andres Sanches no quadro social, em seu lugar entrou um habitual “laranja”, Tulio Monte Azul, ao lado de José Sanchez Oller.

A Receita Federal mandou bloquear os bens da empresa e do primo de Sanches.

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solpack 2

SOL DASLA INDUSTRIA E COMERCIO DE PLASTICOS LTDA

A empresa, novamente, foi aberta em nome de José Sanchez Oller e Tulio Monte Azul, sendo agraciada, também, com bloqueio de bens pela Receita Federal.

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dasla 2

SOL EMBALAGENS PLASTICAS LTDA

Esta “Sol Embalagens” foi aberta em nome de José Sanchez Oller e Tulio Monte Azul, mas logo após alguns golpes foi dissolvida.

Há outras, com mesmo nome, em cidades e até estados diferentes, como a Bahia, uma delas em nome Wagner Martins Ramos, com admissão posterior de Andres Sanches.

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SOL TEXTIL INDUSTRIA PLASTICA LTDA

Empresa com bens de José Sanchez Oller e Isabel Sanchez Oller arrolados pela Receita Federal.

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SHANGRILAH – LOCADORA DE VEÍCULOS LTDA

É uma empresa de “fachada” aberta no estado do Paraná, relacionada na listagem de bens de Andres Sanches no TSE.

https://blogdopaulinho.com.br/2014/10/02/declaracao-de-bens-de-andres-sanches-pt-ao-tse-e-uma-fraude/

SOL TAINER DISTRIBUIDORA DE PLASTICOS LTDA

Bens bloqueados pela Receita Federal.

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MCA PACK e RESIPACK

Empresas fajutas em nome de Andres Sanches – que as registrou no TSE – e José Sanchez Oller.

Saiba mais no link abaixo.

Declaração de bens de Andres Sanches (PT) ao TSE é uma fraude

APTA INDUSTRIA E COMERCIO DE PLASTICOS LTDA

Empresa em nome de Jose Sanchez Oller, com bens arrolados pela Receita Federal, com a estranha inclusão de Wagner Martins Ramos após a inviabilização dos negócios.

apta 1

apta 2

ORION EMBALAGENS

Chegamos a ORION EMBALAGENS, empresa de “fachada”, que Andres Sanches e seu grupo abriram em nome de duas ex-funcionárias, feitas de “laranja” sob ameaças de demissão.

A Receita Federal, em investigação, concluiu que a empresa pertence, de fato, ao ex-presidente do Corinthians, razão pela qual condenou-o, junto com seus parceiros, a pagar mais de R$ 14 milhões oriundos de Sonegação Fiscal, sem contar os golpes em bancos e fornecedores.

Suas vítimas, Eliane e Nilda, que perderam o único bem que possuíam, um modesto imóvel, padrão CDHU, para quitar dívidas do petista – que as abandonou – ingressaram com Ação exigindo a nulidade das procurações por elas assinada ao ex-mandatário alvinegro, pedindo, ainda, R$ 3,4 milhões de indenização.

Em clara tentativa de enganar o TSE, ou talvez de ocultar da opinião pública tamanho problema, Sanches, mesmo tendo sido citado da decisão da Receita Federal, que lhe apontou como proprietário da ORION EMBALAGENS, não a relacionou em sua declaração de bens.

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