Marlene Matheus desabafa contra o absurdo da Praça Luciano do Valle ao lado do “Fielzão”

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Em decisão oportunista, o Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), sem oposição dos dirigentes alvinegros, decidiu nomear a praça localizada ao lado do “Fielzão” com o nome do locutor Luciano do Valle, falecido na última semana.

A ação gerou indignação em alguns conselheiros do Corinthians, que, com absoluta razão, preferiam que o local fosse batizado com o nome de alguém ligado ao clube.

Ante-ontem, em Sessão Solene que homenageou o Dia do Corinthians, na Câmara dos Vereadores do Município, a ex-presidente do Corinthians, Marlene Matheus, viúva de um dos mais importantes nomes da história alvinegra, Vicente Matheus, desabafou.

Lembrou que foi através do trabalho de seu saudoso marido que o clube conseguiu juntar a seu patrimônio o terreno de Itaquera, local em que está sendo erguido o estádio.

Falou sobre o absurdo, cometido pela diretoria do Corinthians, de conceder, por exemplo, ao CT da Ayrton Senna o nome de Joaquim Grava, ainda vivo, que, recentemente, travou batalha judicial com o clube, e não tem a menor relevância histórica no Parque São Jorge.

Enquanto isso, nomes como o de Vicente Matheus, Alfredo Trindade, entre outros, sequer são comentados, numa espécie de cultura do esquecimento. de gente que acredita ter fundado o Corinthians em 2007.

Luciano do Valle, como narrador, merece todas as homenagens, mas dentro de algum contexto ligado a sua existência, não por oportunismo político.

Ontem, ainda demonstrando indignação, Marlene Matheus realizou novo desabafo, desta vez pela redes sociais, que você confere, na íntegra, logo abaixo:

Por MARLENE MATHEUS

Raramente uso as minhas redes sociais para postar assuntos políticos, mas depois da Sessão Solene de ontem, realizada na Câmara Municipal de SP, me obrigo a usar esse espaço para dizer que me senti pessoalmente ofendida ao saber que o prefeito da cidade, Fernando Haddad, quer batizar a praça em frente ao Itaquerão em homenagem ao locutor Luciano do Valle.

Preciso ressaltar que sempre tive profunda admiração pelo profissional em questão, e que ele foi responsável por narrar centenas de gols memoráveis do nosso glorioso Corinthians.

Mas Luciano era ponte-pretano declarado.

Ponto.

Seria justo lembrar do Vicente Matheus, pois foi ele, em 1988, que conseguiu junto à prefeitura a concessão do terreno – e se o estádio não foi erguido naquela época foi porque não existia BNDES nem parcerias milionárias, tampouco sobrava dinheiro (muitos dos tostões que entravam no caixa pertenciam aos próprios dirigentes dos clubes).

Enfim, Vicente deu a vida pelo Corinthians e não recebeu dele uma única demonstração de carinho.

É preciso conhecer a história para se manter grande.

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