Diretoria do Corinthians precisa esclarecer proximidade com traficante

canuto

No início da semana, o traficante internacional de drogas, Ângelo Canuto, ex-policial expulso por corrupção, empresário de jogadores de futebol, foi preso pela Polícia Federal após enviar mais de três toneladas de cocaína ao Exterior.

Ou seja, não é um bandidinho qualquer, muito menos de praticas desconhecidas.

Sua prisão, porém, tem ocasionado insônia em alguns dirigentes do Corinthians, principalmente os que lidam – ou lidaram – com o departamento de futebol, além de executivos do mesmo setor, mas do BMG, o banco do Mensalão.

Não é de hoje que o traficante negocia atletas com o clube, por coincidência, ou não, sempre financiados pelo referido banco.

Luciano foi o último, mas há casos mais antigos, como o do jogador Buba (que o clube contratou, pagou, mas nunca jogou), todos negócios em que o presidente delegado Mario Gobbi, de alguma maneira, se envolveu, desde os tempos que ocupava a diretoria de futebol.

Por sinal, ainda no período policial, segundo informações, não foram poucas as vezes que os caminhos de Gobbi e do traficante Canuto, então agente, teriam se cruzado.

Entre acertos e desacertos.

Recentemente, Canuto esteve, com seu sócio, na sede do Corinthians, ocasião em que foi muito bem recebido pelo delegado.

Mas há outros alvinegros que se beneficiaram, de alguma maneira, da amizade com o empresário.

O ex-diretor de futebol na gestão Gobbi, Duílio do “Bingo”, além do atleta Emerson Sheik, que, não por acaso, vivem às turras com a Justiça Criminal, e o recém contratado Luciano, viajaram, algumas vezes, no jatinho do traficante, o mesmo utilizado para ostentar algum poder em seus negócios futebolísticos.

Negócios que a PF suspeita, estão sendo utilizados para lavar dinheiro do narcotráfico.

Sim, porque diferentemente do que a empresa SPORTS MARKETING divulgou, em Nota Oficial, Canuto não é apenas investidor do grupo de empresários de jogadores, mas sim, o principal proprietário.

Até para que dúvidas possam ser dissipadas, evitando que novas revelações – que certamente estão por vir – possam constranger, se mal explicadas, ao clube, faz-se necessário imediato esclarecimento dos dirigentes alvinegros sobre o grau de aproximação com essa gente, deixando claro quem abriu as portas para que um traficante internacional pudesse, de alguma maneira, utilizar o Corinthians, com ou sem conhecimento dos dirigentes, para lavar dinheiro do narcotráfico internacional.

O silêncio atual compromete.

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