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Neymar, o anti-herói

Durante muitos anos, apenas Pelé e Maradona rivalizaram, de fato, pelo título de melhor jogador de todos os tempos, com vantagem para o brasileiro no contexto geral da opinião futebolística.

Recentemente entraram nas discussões o genial Lionel Messi e o português Cristiano Ronaldo.

Com algum potencial para, no futuro, ingressar neste seleto rol de notáveis estava o brasileiro Neymar.

Destes, talvez, na opinião deste jornalista, somente Messi reúne condições, não para superar Pelé, mas para, por conta das incontáveis conquistas, rivalizar com Maradona.

Os outros, apesar de impressionantes, estão degraus abaixo.

Fora de campo, porém, Pelé e Neymar estão disparados na última colocação, entre os cinco, no coração do torcedor de futebol.

Por que ?

Enquanto Messi, Cristiano Ronaldo e Maradona, com defeitos normais entre os mortais, respeitam os torcedores que neles depositaram afeto e credibilidade, Pelé se perdeu na política, tanto no Santos quanto na nacional, e Neymar, incapaz disso, sucumbe, diariamente, no péssimo exemplo dos gestores de sua carreira, tendo como “vilão” principal seu próprio pai.

Odiado pela torcida do Santos, o ex-de Bruna Marquezine tem cavado a própria cova com os adeptos do Barcelona, orientado por quem importa-se apenas com negociatas.

Neymar é incapaz, talvez por se tratar, diferentemente da genialidade demonstrada dentro das quatro linhas, de evidente limítrofe intelectual, de mensurar o estrago que acarreta a si mesmo ao permanecer, comercialmente, ligado aos que lhe cercam.

Não se deseja aqui, por razões óbvias, que renegue o pai na vida particular, mas que dele se livre na questão comercial, diante da evidente falta de bom senso, para não dizer coisa bem pior, com que dirige a vida do próprio filho, sem se importar, aparentemente, com as consequências.

O leilão, que tem Neymar como objeto principal, em que o Barcelona vem sendo tratado como mulher traída diante da sanha de um PSG milionário, é ruim para a imagem de quem poderia, no caso do desejo de mudar de ares, tratar o episódio com mais transparência.

Não pelo clube, ou pelos clubes, também enrolados com gente da pior espécie, mas por respeito ao torcedor, que, alheio a tudo, sofre com a perda do ídolo e com o descaso demonstrado pelo próprio no episódio.

Neymar, independentemente de ficar ou não no Barcelona, sai desta história, assim como o fez no período pós Santos (em que até a camisa do rival Corinthians chegou a vestir), menos “herói”, mais mercadoria.

Cartaz expõe raiva da torcida do Barça com Neymar

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