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O papel da Copa-2014 (2)

internet

(Trecho da Coluna de JUCA KFOURI, na FOLHA)

“Na onda do Mundial no Brasil, apareceram, e morreram sem deixar saudade, quatro revistas sobre futebol”

EM NOVEMBRO de 2008, no dia 20 e com o mesmo título, falou-se aqui de um oportunismo fadado a dar errado: o país, que antes de ser anunciado como sede da Copa do Mundo de 2014 tinha apenas três revistas, mensais, de futebol, a “Placar”, a “Fut Lance!” e a “Trivela”, passou a ter o dobro, pois, de repente, nasceram a “Gol FC”, a “Invicto” e a “FourFourTwo”.

A pouco mais de 100 dias da abertura da Copa eis que, como então se previu, o oportunismo deu com os burros n’água.

Mais, aliás. Não só desapareceram as três aventuras como sobrou apenas a tradicional “Placar”, hoje com 44 anos.

Depois da publicação da coluna, surgiu ainda a revista da ESPN, também de vida curta.

Se jamais as revistas esportivas, leia-se, futebolísticas, tiveram vida fácil no Brasil –que o digam as extintas “Gazeta Esportiva Ilustrada” e “Manchete Esportiva”, além de outras menos votadas–, a aposta de que a Copa seria a salvação da lavoura revelou-se enorme fiasco, e não apenas pelo surgimento das novas plataformas como as proporcionadas pela internet.

Errará quem imaginar que a Copa-14 chegou como solução para velhos problemas.

A Copa do Mundo, como bem demonstra o livro “Soccernomics”, é a oportunidade de o país-sede fazer um anúncio de si mesmo por 30 dias. Correndo o risco de fazer um mau anúncio.

Sem pessimismo ou mau humor, é o que tem tudo para acontecer conosco, mesmo que o hexacampeonato venha, porque a eventual vitória dentro de campo não servirá para esconder as aflições que estão postas fora dele.

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