Vergonha! Clubes de São Paulo decidem apoiar “golpe” na CBF

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Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Ponte Preta, Bragantino e Oeste, os clubes paulistas das Séries A e B, aliados à Federação Paulista de Futebol, infelicitada pela gestão Reinaldo Carneiro Bastos, ligado a Marco Polo Del Nero, decidiram, em conjunto, apoiar o golpe na CBF.

Trata-se de manobra para eleger como vice da entidade o Coronel Nunes, presidente da inexpressiva Federação do Pará, mas com idade suficiente (79) para atender aos desejos do presidente “licenciado” e investigado pelo FBI, impedido que outro vice, Delfim Peixoto, ocupasse, se necessário for (tudo indica, será) a cadeira que em breve estará vaga.

Os clubes, históricos beijadores de mão do sistema, perderam a oportunidade de tomar as rédeas do futebol para si, mantendo-as, como há anos ocorre, nas mãos do mesmo grupo que, mesmo combalido, luta para manter as facilidades do poder.

Dos presidentes de agremiações mais importantes, Roberto “da nova” Andrade, do Corinthians, agiu com a independência própria dos “laranjas”, oficio pelo qual sempre se destacou, seja no Parque São Jorge ou na revendedora de veículos a quem empresta o nome.

Votou pelos desejos de Andres Sanches, que, publicamente, detona Del Nero, mas, nos bastidores, se amanceba com quem fizer a melhor proposta.

Modesto Roma Junior, do Santos, saiu da reunião dizendo que não havia opção: “votar no Coronel ou não votar em ninguém”, ou seja, o próprio discurso de desculpa indicava o caminho a ser seguido.

Bem melhor não votar e depois, com mínimo de coragem, escancarar publicamente as razões da decisão.

Em atitude covarde, o São Paulo não mandou o presidente, Leco, e sim seu vice, Ataíde Gil Guerreiro, que, por razões óbvias, não contrariou os desejos de sua diretoria.

Pior ainda do que a covardia Tricolor foi o peleguismo palmeirense, retratado por um Paulo Nobre submisso e bajulador, com a coragem de dizer que o Coronel Nunes, a quem sequer foi apresentado, “tem capacidade”.

Todos, é claro, justificarão a atitude, nos próximos dias, com o discurso de que “agora os clubes terão autonomia”, “acertamos uma parceria de ações”, entre outras frases de efeito, todas ditas em períodos anteriores e devidamente traídas pelos homens a quem, mais uma vez, ampararam na covardia.

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