Por ordem de Andres Sanches, todos os grandes negócios do Corinthians pagarão comissão a Kia Joorbachian e Giuliano Bertolucci

oliverio e kia

O que antes era efetivo, mas escondido, passou, após a eleição de Roberto “da nova” Andrade a presidente do clube, e de Andres Sanches a Deputado Federal, a ser escancarado: todos os grandes negócios do Corinthians, sem exceção, devem ser realizados e comissionados para a dupla de empresários Kia Joorabchian e Giuliano Bertolucci (inclusive os captados por outros).

Ambos, depois, segundo informações, clientes que são do mesmo assessor de Andres Sanches, Olivério Junior, repassariam aos dirigentes alvinegros, indevida parcela de “bonificação” por intermédio deste, em disfarce de prestação de serviços, pela conta bancária da empresa TUDDO Comunicações.

Além de transações com jogadores, e do último patrocínio, com a obscura KLAR, que tem controladora inserida na Junta Comercial apenas em 2014, e, em entrevista, diz ter inserido suspeita clausula de rompimento de contrato em caso de mudança de gestão (que em desculpa de acordo de confidencialidade, está à margem do conhecimento do Conselho), existem ainda as contratações e compras do estádio, presente que o cada vez mais desmoralizado presidente Lula ofereceu ao Timão em troca de apoio político e inconfessáveis benefícios.

O clube, que tem discurso de modernidade de auto-suficiência, intramuros permanece refém do mesmo grupo responsável pelos mais vergonhosos episódios da história alvinegra, que culminaram na renúncia de um presidente e o rebaixamento à segunda-divisão do brasileirão.

Não por acaso, o Corinthians, clube possuidor da maior arrecadação da America Latina, por tal, e pelo excepcional trabalho do treinador Tite, apesar de ter obtido significativas conquistas nos gramados, permanece insolvente financeiramente, sem que, por um semestre sequer, desde 2007 (ano em que o grupo de Kia tomou o poder definitivamente no Parque São Jorge), tenha obtido um centavo de lucro.

Pior, a dívida galopa, ocultada por parte da mídia (que apenas republica releases, enviados pela assessoria, com dados da arrecadação), seja ela a do dia a dia (mais de R$ 500 milhões), a com o Governo (por volta de R$ 600 milhões) ou a do estádio (fala-se em R$ 1,2 bilhão), todas, mesmo com absurda entrada de dinheiro, ou com a tese do não desvio de finalidade dos recursos, impossíveis de serem quitadas a curto e médio prazo, fator que estimula novos desvios de conduta.

Fato é que o Corinthians, desde 2004 (período de Dualib), continuadamente, depois de 2007 (sem explicitação), com a tomada do poder pelo grupo liderado por Andres Sanches, até os dias atuais, é gerido comercialmente (com todos os implicativos éticos desfavoráveis) pela trupe de empresários ligados ao iraniano Kia Joorabchian.

Os conselheiros alvinegros, satisfeitos com a farta distribuição de ingressos e demais benesses (cervejas gratis, convites para festas, etc.) fingem não saber, fechando os olhos, inclusive, para o passado deplorável que originou a ligação dessa gente com o clube, além de uma dívida nunca paga por Joorabchian, de R$ 60 milhões, que, corrigidos, corresponderiam, hoje, a R$ 112 milhões (que Sanches prometeu cobrar “assim que encontrá-lo”), mesmo após tantos negócios posteriores realizados.

Não é necessário ser nenhum gênio para constatar que clubes do tamanho do Corinthians não precisam de intermediários para realização de grandes negócios, e que somente deles se utilizam porque existe a necessidade, entre os gestores (oficialmente não remunerados) de mascarar recebimentos indevidos ou que não podem ser contabilizados oficialmente, gerando enorme prejuízo financeiro, quase incalculável, às suas agremiações.

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.