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O Céu é o limite para empréstimos do Corinthians sem consentimento do Conselho

andreslula

Todo e qualquer empréstimo de valor expressivo tomado pelo Corinthians junto a instituições financeiras, ou outras fontes, precisa, obrigatoriamente, ser aprovado pelo Conselho Deliberativo do clube.

É uma cautela para evitar que o endividamento atinja níveis que possam comprometer o patrimônio alvinegro.

Recentemente, a Odebrecht, responsável pela construção do “Fielzão”, tomou R$ 250 milhões emprestados do banco Santander e do Banco do Brasil (R$ 100 e 150 milhões, respectivamente).

Acrescidos a este valor, entre juros e multas, somam-se mais R$ 120 milhões, embora Andres Sanches admita apenas R$ 80 milhões, acreditando que, na frente, conseguirá o desconto da diferença. relativa a penalização pelo atraso.

Ou seja, em valores previstos, o montante atinge R$ 370 milhões.

No último mês, a empresa Arena Itaquera S/A tomou R$ 50 milhões em empréstimo, segundo a ata de sua última reunião, com a finalidade de cobrir dívidas do estádio e/ou abastecer o caixa do FUNDO II, ambos ligados à obra do “Fielzão”.

A dívida, portanto, em cálculos simples (sem a evidente projeção de juros), vai para R$ 420 milhões.

Em comum, todas as operações, embora realizadas por terceiros – e até por isso – não foram avaliadas, nem autorizadas, pelo Conselho Deliberativo, mas  tem como responsável pelo pagamento o Sport Club Corinthians Paulista.

Não entram, também, na contabilidade apresentada pelo balanço do clube, cada vez mais fajuto, apresentado a sócios e conselheiros.

A situação é tão absurda, e preocupante, que o próprio diretor financeiro, Raul Corrêa da Silva, não consegue informar, nem a seus pares, o valor correto da pendência alvinegra, que, entre empréstimos de terceiros (R$ 420 milhões), valores não pagos em impostos (mais R$ 170 milhões), o descrito “oficialmente” (R$ 230 milhões), além do residual do estádio, dívida com BNDES, etc., pode chegar a R$ 2 bilhões.

O clube vai se virando, até o momento, com empréstimos para pagar empréstimos, dando a entender, com gastos milionários, e ostentação na imprensa, ter ótima saúde financeira, quando, na verdade, é portador de vírus de gestão temerária, que, em breve, poderá manifestar sua doença.

Resta saber quando os conselheiros do Corinthians terão a “curiosidade” de pedir à atual gestão que detalhe origem, destino, documentações comprobatórias e necessidade da utilização desse milionário dinheiro, tomado à margem do conhecimento de grande parte do clube, e, quais as medidas que estão sendo tomadas para viabilizar o pagamento, demonstrando, ao menos, um mínimo de fiscalização, para, quem sabe, intimidar o excessos e minimizar a sangria de recursos que está por vir nos próximos anos.

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